26 de Fevereiro de 2008

passei pelo o jack o estripador e ele não olhou para mim. ainda sorri discretamente, abrandei o passo e tossi. mas o homem não me percebeu ansioso entre tanta gente para morrer. fiquei a vê-lo seguir pela arcada, levava a mão no bolso certamente armada, terá feito a eternidade depois da esquina, um minuto depois gritavam e havia sangue e o terror espalhava-se por quem tinha sina.
ai o jack o estripador, num livro aberto na cabeceira num mito de beco escuro e hoje ali à minha beira.

escrito por Valter Hugo Mãe
cantado por Paulo Praça

26 de Fevereiro de 2008