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	<description>Blog de Francisco Feijó Delgado</description>
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		<title>A Partilha</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 05:01:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francisco feijó delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interior]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha mãe tem talento para cozinhar. Domina o cânone clássico da gastronomia portuguesa, apenas não incorrendo muito pelos doces conventuais. No entanto, não se fica por aí e recolhe receitas de todo o lado, sempre com um sentido prático e de eficiência, mas mais importante, não se limita pelo rol de instruções das mesmas. Chama [&#8230;]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://blog.scheeko.org/wp-content/uploads/2010/01/pasteis.jpg" rel="lightbox"><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone size-large wp-image-6069" title="pasteis" src="https://blog.scheeko.org/wp-content/uploads/2010/01/pasteis-500x333.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Minha mãe tem talento para cozinhar. Domina o cânone clássico da gastronomia portuguesa, apenas não incorrendo muito pelos doces conventuais. No entanto, não se fica por aí e recolhe receitas de todo o lado, sempre com um sentido prático e de eficiência, mas mais importante, não se limita pelo rol de instruções das mesmas. Chama a si mesmo a liberdade para inovar, mudar, substituir ou acrescentar e não se coíbe de tentar gestos culinários menos óbvios para tentar imitar este ou aquele conjunto de sabor que experimentou, mas para o qual não tem receita.</p>
<p>Acho que herdei algumas dessas características, talvez a mais importante a tal de não seguir à risca as receitas, muito embora um certo excesso de confiança já me tenha custado alguns dissabores. Ainda assim, aquela que mais espanto causa à maioria das pessoas a quem confesso, é o facto de não gostar de revelar receitas. Não é que não defenda o trânsito de ideias gastronómicas; aceito as que me derem. Revelar, no entanto, especialmente as melhores, é algo que faço a contragosto. Não me perguntem porquê, é algo interior, mais forte que eu. Às vezes é tão forte, confesso, que aos mais insistentes que não se contentam com um simples não, há que recorrer a um golpe baixo. Lá temos de revelar a receita, mas só aparentemente, claro, já que vai, ou sem o segredo principal, ou adulterada. Não é má vontade, e também não sou dono de nenhum restaurante que precise de guardar a alma do negócio. É algo mais cósmico, um tanto ou quanto herdeiro do espírito monástico e obscuro de algumas ordens religiosas. Se for das melhores receitas, é provável que não consigam obter nada de mim. Verdade seja dita, também não sou nenhum <em>chef</em>.</p>
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