<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>blog.scheekoà chuva &#8211; l&#8217;hiver II &#8211; blog.scheeko</title>
	<atom:link href="http://blog.scheeko.org/2003/10/a_chuva_lhiver_ii/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blog.scheeko.org</link>
	<description>Blog de Francisco Feijó Delgado</description>
	<lastBuildDate>Fri, 05 Apr 2024 10:21:09 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.1.1</generator>
		<item>
		<title>à chuva &#8211; l&#8217;hiver II</title>
		<link>https://blog.scheeko.org/2003/10/a_chuva_lhiver_ii/</link>
		<comments>https://blog.scheeko.org/2003/10/a_chuva_lhiver_ii/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Oct 2003 04:32:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francisco feijó delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.feijo.org/boston/a_chuva_lhiver_ii/</guid>
		<description><![CDATA[A chuva caía incessantemente. Era fim-de-tarde de um dia de semana. Nem eu nem tu tínhamos de regressar a casa e as responsabilidades de estudante&#8230; que esperassem umas horas. Rumámos à baixa e ao sair da entrada do metro, pouca escolha tivémos. A chuva continuava a não dar tréguas e por isso enfiámo-nos logo na [&#8230;]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A chuva caía incessantemente. Era fim-de-tarde de um dia de semana. Nem eu nem tu tínhamos de regressar a casa e as responsabilidades de estudante&#8230; que esperassem umas horas. Rumámos à baixa e ao sair da entrada do metro, pouca escolha tivémos. A chuva continuava a não dar tréguas e por isso enfiámo-nos logo na Brasileira. O escuro lá de fora era trazido para dentro, pelos vidros, e ampliado pela já natural escuridão do café. As luzes, muito amarelas, reflectidas nos vidros e espelhos, salpicam as mesas e os clientes e, de certo modo, aquecem-nos. São o suficiente para nos vermos uns aos outros.<br />
Sentámo-nos. Tu pediste um chá e uma torrada. Eu um galão e pastel de nata. Depois mudaste o teu pedido: em vez do chá, também querias um galão. Sempre me fascinou o galão. Não só pelo calor afável que transmite no inverno, mas pela sua forma física. O copo, comprido, contrasta com todos os outros suportes de café e derivados. A colher, igualzinha às pequenas, à excepção de um cabo muito maior. Porquê? Não sei.<br />
Sorríamos parvamente um para o outro, enquanto contávamos os pormenores do dia de cada um. As maiores inutilidades foram criteriosamente descritas como se de factos científicamente relevantes se tratassem. Soltaste uma gargalhada quando cocei o olho e a lente foi lá para trás e deixei de ver. Acabámos o lanche. Tem de ser. Tinha de ser. Lá fomos. Saímos porta fora e a chuva&#8230; lá estava. Que se lixe! E fomos pela rua fora até ao Cais do Sodré. Sem sequer acelerarmos o passo.<br />
Foi. Será?</p>
]]>
						</content:encoded>

	
	
	
	
			</item>
	</channel>
</rss>
