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	<description>Blog de Francisco Feijó Delgado</description>
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		<title>Tecnologia</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2004 09:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francisco feijó delgado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último post referi que tinha desaparecido o Ministério da Tecnologia. Realmente não tinha reparado que ele deixou de existir desde que o PSD passou a governar, existento unicamente o Ministério da Ciência e Ensino Superior. Não sou especialista na matéria, nem domino qualquer tipo de conhecimentos económicos ou políticos, mas há algumas questões que [&#8230;]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>No último <i>post</i> referi que tinha desaparecido o Ministério da Tecnologia. Realmente não tinha reparado que ele deixou de existir desde que o PSD passou a governar, existento unicamente o Ministério da Ciência e Ensino Superior. Não sou especialista na matéria, nem domino qualquer tipo de conhecimentos económicos ou políticos, mas há algumas questões que me parecem a mim evidentes.<br />
O mundo caminha sobre a tecnologia, com a tecnologia, aliado à tecnologia. É mau? Penso que não. Não nos podemos esquecer dos restantes problemas que existem, mas não vejo mal em concentrarmos alguns dos nossos esforços no desenvolvimento e na aplicação da tecnologia. Pode ser que em alguns casos sirva mesmo para ajudar a resolver esses problemas.<br />
Portugal <b>não </b>tem qualquer política de tecnologia. E não penso que o turismo tenha mais valor que a tecnologia. Para mim é iludir o povo. Não digo que o turismo não seja um produto importante que Portugal possa vender melhor do que o que vende, mas não creio que isso seja a grande solução. Ciência e Tecnologia: a resposta? Talvez seja de louvar um ministério com este nome (e que faça alguma coisa nas duas áreas), mas não se devem confundir as coisas. Ciência é descobrir. Tecnologia é <b>aplicar ao mundo </b>as descobertas. E a distinção deve ser muito clara. O exemplo mais flagrante de aposta na tecnologia talvez seja o da Finlândia (Castells, M.; <i>Galáxia Internet</i>).<br />
Harvard, a conhecida universidade americana, por onde passaram sete presidentes americanos e donde sairam quarenta prémios Nobel prepara-se para mudar os seus programas escolares. A proposta diz: <i>qualquer estudantes de perceber as notícias e os artigos expositivos de revistas como a </i>Science <i>ou a</i> Nature<i>. Não se pode aceitar a ideia de que alguns estudantes não são capazes de aprender ciência, tal como não se pode aceitar a ideia de que outros são incapazes de aprender matérias das humanidades e ciências sociais</i>. Na minha interpretação (e porque penso que são mais os casos de incapacidade de compreensão de assuntos científicos para quem tem formação humanística do que da situação inversa) este é um claro sinal da importância que tem a compreensão um pouco mais do que básica da ciência no dia-a-dia. E porquê? Não será certamente porque as pessoas vivem mais felizes se estiverem inteiradas destes assuntos, é-o porque a ciência toma cada vez mais (e muitas vezes de forma imprevisível, caso da internet) parte das nossas vivências correntes e fá-lo através da tecnologia. Não podemos viver às escuras.<br />
Não só não podemos viver às escuras como não podemos viver só dos outros. Temos que criar riqueza. Volto a dizer que de economia pouco ou nada sei, mas acho que não é a economizar os poucos tostões que temos que vamos ficar ricos. Mas voltando um pouco atrás: sou defensor de que o Estado deve dar muito pouco, ou mesmo nada. Na minha concepção o Estado não existe para alimentar o povo. Existe para servir o povo. Como qualquer prestador de serviços, deve ser pago. E o serviço é gerir o nosso dinheiro, alguns aspectos da nossa vida e orientar o país. E é só isso. Por isso não concorde que o Estado <i>esbanje</i> dinheiro (faço notar que gastar dinheiro e esbanjar dinheiro não são sinónimos). Por isso fico contente por alguns políticos terem compreendido (talvez ainda não na totalidade, mas por ventura ainda não houve tempo para tudo e para lá caminham) que o Estado não deve esbanjar dinheiro. Mas como disse atrás, mesmo que bem geridos, não são os nossos tostões que nos vão fazer ficar ricos. Há que criar um plano de acção, que nos dê um desígnio.<br />
Éramos (somos?) dos maiores produtores de cortiça a nível mundial. O que fizeram aqueles que não podiam competir com a nossa produção? Criaram alternativas. Coisas que podem ser tão simples como a rolha de plástico podem arruinar um país.<br />
Como disse ontem à noite Paulo Portas na Madeira (e não tenho aqui as citações exactas, porque os jornais a esta hora ainda não publicaram e ouvi na rádio, no carro), querem pôr Portugal no caminho da modernidade. Acho muito bem. Mas acho que não vamos lá sem uma aposta clara na tecnologia (como salientou o novo Primeiro-Ministro na sua primeira entrevista no exemplo que deu do <i>eGovernment</i> &#8211; ideia que não considero assim tão disparatada como a maioria diz).<br />
E é por isto que acho que a Tecnologia é mais importante que o Turismo.</p>
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