<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>blog.scheekoNoMoney &#8211; blog.scheeko</title>
	<atom:link href="http://blog.scheeko.org/2004/10/nomoney/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blog.scheeko.org</link>
	<description>Blog de Francisco Feijó Delgado</description>
	<lastBuildDate>Fri, 05 Apr 2024 10:21:09 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.1.1</generator>
		<item>
		<title>NoMoney</title>
		<link>https://blog.scheeko.org/2004/10/nomoney/</link>
		<comments>https://blog.scheeko.org/2004/10/nomoney/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Oct 2004 17:20:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francisco feijó delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.feijo.org/boston/nomoney/</guid>
		<description><![CDATA[Nos dias que correm devem ser muito raras aquelas pessoas que duvidam que o Multibanco não funciona. Niguém acha que o dinheiro desaparece se o depositar numa Caixa Multibanco. Assim como ninguém acha que o seu dinheiro vai desaparecer da conta do banco, mesmo sabendo que aquilo são só registos electrónicos (a não ser que [&#8230;]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nos dias que correm devem ser muito raras aquelas pessoas que duvidam que o Multibanco não funciona. Niguém acha que o dinheiro desaparece se o depositar numa Caixa Multibanco. Assim como ninguém acha que o seu dinheiro vai desaparecer da conta do banco, mesmo sabendo que aquilo são só registos electrónicos (a não ser que o banco vá à falência). E isto porquê? Porque nunca ninguém ficou sem dinheiro assim. Nunca ficámos sem dinheiro, se dermos ordem de levantamento no Multibanco, nem nunca nenhum hacker nos roubou o saldo da conta, nem nenhuma falha de energia fez com que o dinheiro alguma vez desaparecesse.<br />
O que quero dizer com isto? Que hoje em dia ninguém duvida dos sistemas electrónicos que regem o nosso dinheiro. Volta e meia alguém diz que é perigoso informatizarmos tudo, porque se há uma falha, tudo deixa de funcionar. Mesmo assim, essas pessoas usam o Multibanco. A questão é que a redundância e os testes dos sistemas informáticos permitem-nos confiar neles e hoje em dia é-nos impossível viver sem eles.<br />
Tudo isto para quê? Para a minha proposta de política de controlo fiscal. Hoje em dia como se sabe a fraude fiscal é tremenda e poucas são as políticas que conseguiram fazer efectivamente alguma coisa. E num país onde as mentalidades estão totalmente dirigidas para o próprio e não para a sociedade e o bem comum, pouca esperança há em que as pessoas se consciencializem que devem pagar. Já para não falar do chico-espertismo.<br />
Então como controlar a fraude fiscal. A meu ver só há uma hipótese: a do número único. Cada pessoa, individual ou colectiva passaria a ter um número único, número esse que congregaria todas as informações relevantes. Da mesma forma cada número único só poderia ser associado a uma conta bancária, ou seja todo o meu dinheiro estaria numa conta. Qualquer transferência teria de ter uma conta de origem e uma conta de destino obrigatoriamente. Assim o percurso do dinheiro é totalmente reconstituível e cada identidade responsável pelo que passa pela sua conta. Obviamente estes dados seriam secretos e o sigilo apenas levantado por ordem judicial. Mas o facto de o dinheiro só poder ser movimentado se for clara a sua origem e claro o seu destino, já impediria muitas fraudes.<br />
Obviamente, também, este sistema só funcionaria se todas as transacções fossem obrigatoriamente registadas. Como fazer isso? Toda a gente sabe que o merceeiro não regista tudo, nem os clientes, anotam que gastaram oitenta cêntimos num jornal. A solução é só uma: acabar com o dinheiro físico.<br />
E qual é o problema? Estamos numa altura em que isso é perfeitamente possível. Assim cada pessoa teria um cartão associado a uma conta e o dinheiro que dela saísse seria todo ele registado, assim como o seu destino. Estendendo isto a toda a sociedade: o dinheiro sai sempre de uma conta para outra. E cada uma dessas contas tem um legítimo proprietário, responsável pelas suas movimentações.<br />
A questão da segurança? Haverá quem diga que isto iria permitir por as liberdades pessoais em cheque caso caissem nas mãos erradas os acessos a estes dados. Mas isso também é possível nos dias de hoje! A questão é que desta forma, se fosse preciso verificar, saber-se-ia de onde vêm as quantias. E impossibilitava contas dispersas para distorcer os percursos das divisas. Mais uma vez, legislação teria de ser feita para responsabilizar bancos que aceitassem depósitos sem conta de origem.</p>
]]>
						</content:encoded>

	
	
	
	
			</item>
	</channel>
</rss>
