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	<title>blog.scheekoOnde me fui meter &#8211; blog.scheeko</title>
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	<description>Blog de Francisco Feijó Delgado</description>
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		<title>Onde me fui meter</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 00:06:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francisco feijó delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comum]]></category>
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		<description><![CDATA[Há uns meses, o António publicou uma crónica sobre a distância. A distância e a amizade. Quando cheguei aos EUA pensei no mesmo. Os nossos amigos são aqueles com quem partilhamos a vida, que sentido faz estarmos longe e falarmos umas poucas vezes por telefone ou encontrarmo-nos uma vez por ano, inevitavelmente para fazer o [&#8230;]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><iframe loading="lazy" width="650" height="366" src="//www.youtube.com/embed/RafH4PLjOw4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Há uns meses, o António publicou uma <a href="http://uma-noite-aconteceu.blogspot.com/2012/01/distancia.html">crónica</a> sobre a distância. A distância e a amizade. Quando cheguei aos EUA pensei no mesmo. Os nossos amigos são aqueles com quem partilhamos a vida, que sentido faz estarmos longe e falarmos umas poucas vezes por telefone ou encontrarmo-nos uma vez por ano, inevitavelmente para fazer o resumo do ano que passou? [<a id="rn1-2012-03-14" title="Nota 1" href="#n1-2012-03-14">1</a>]</p>
<p>Mas sair de casa faz parte do acto de crescer. Fatalmente, sair do país é também crescer, é sair de outra casa. Ser turista não é exactamente a mesma coisa e claro que é impossível vivermos em todos os países do mundo, mas mesmo uma breve experiência de vivência é, na minha humilde opinião, recomendável.</p>
<p>Mas e as amizades? Com o Onésimo T. A. aprendi uma das coisas que marcam as amizades portuguesas: demoram tempo a criar. Não porque temos problemas de intimidade e precisamos de tempo para deixar alguém aproximar-se de nós &#8211; isso acontece mais nos países anglo-saxónicos. Mas porque as nossas amizades compreendem os dias gastos junto dos outros. Não são compartimentalizadas: o jantar, o jogo de futebol, o cinema, as férias. Fazemos muitas coisas juntos e vêm muito de trás. Partilhamos muita coisa. E essas amizades precisam desse tempo, porque as caracteriza, inevitavelmente.</p>
<p>Ao sair apercebi-me que há outras amizades. Não necessariamente melhores, ou piores. Outro tipo de amizades. Amizades que podem ser suspensas, no espaço e no tempo. E admito que hoje não passo sem elas. Mesmo que não estejam <em>aqui</em>, <em>agora</em>. No entanto, foi preciso estar longe para as adquirir.</p>
<p>Acho que não me desprendo das raízes, cresci assim e não consigo mudar por completo. Mas fez-me bem estar longe para poder vir a estar perto.</p>
<div class="footnotes">
<ol>
<li id="n1-2012-03-14">Muita coisa se poderia dizer acerca do acto de resumir aos outros aquilo que se passou nos últimos tempos. Fico-me pela paráfrase de algo atribuído a Daniel Innerarity: se estiveste fora uns dias, então aconteceu imensa coisa, se estiveste fora uns anos, então está tudo na mesma. <a href="#rn1-2012-03-14" title="regressar ao texto"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/14.0.0/72x72/21a9.png" alt="↩" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></a></li>
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