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	<title>blog.scheekoA língua &#8211; blog.scheeko</title>
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	<description>Blog de Francisco Feijó Delgado</description>
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		<title>A língua</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Sep 2013 15:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francisco feijó delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conjecturas]]></category>
		<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[No Público de Sexta-feira vinha um esperançoso artigo intitulado &#8220;O português conquistou a Internet, agora quer ser língua oficial nas organizações internacionais&#8221;. Na Internet, o português já é a quinta língua mais usada. Nas redes sociais – Facebook e Twitter – é a terceira. Também alcançou esse ranking, terceiro mundial, nos negócios de gás e petróleo, em [&#8230;]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>No Público de Sexta-feira vinha um esperançoso <a title="Artigo no Público" href="http://www.publico.pt/cultura/noticia/o-portugues-conquistou-a-internet-e-agora-quer-ser-lingua-oficial-nas-organizacoes-internacionais-1606507" target="_blank">artigo</a> intitulado &#8220;O português conquistou a Internet, agora quer ser língua oficial nas organizações internacionais&#8221;.</p>
<blockquote><p>Na Internet, o português já é a quinta língua mais usada. Nas redes sociais – Facebook e Twitter – é a terceira. Também alcançou esse r<em>anking,</em> terceiro mundial, nos negócios de gás e petróleo, em grande parte graças a Angola e Brasil. Entre as áreas a conquistar, estão a ciência e a diplomacia.</p></blockquote>
<p><em>&#8220;Conquistou a Internet?&#8221; &#8220;Em grande parte?&#8221;</em> – Digo que o artigo é esperançoso para não dizer fantasioso. Sim, se formos pelo número de falantes até podemos ser a quinta língua mais usada na internet (graças aos brasileiros). E depois? O número absoluto de falantes é, claro, importante, mas a não ser que haja uma revolução de natalidade, pouco poderemos fazer contra o inglês, o cantonês e o mandarim, ou mesmo o espanhol.</p>
<p>Um exemplo &#8211; perguntem à Siri que línguas fala:</p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-1453" alt="Línguas da Siri" src="https://blog.scheeko.org/wp-content/uploads/2013/09/20130920-130026-e1379717657466.jpg" width="300" height="450" /></p>
<p>O português provavelmente vem a caminho, mas a pressa é muito pouca. E para os que acham que a Apple é elitista e não quer saber dos pobrezinhos, a Google <a title="Google Voice" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Google_Voice_Search#Supported_languages">demorou</a> quatro anos a implementar a língua.</p>
<p>Para o bem ou para o mal, aquilo que determina o poder da língua é sobretudo económico, em dois aspectos fundamentais. O primeiro é a economia pura e dura: língua de negócios, língua franca de interesses económicos e financeiros. Goste-se ou não. E é por isso que a Siri fala alemão e francês, coreano e italiano.  O segundo é a cultura: uma presença forte e indispensável. A cultura em si mesmo tem uma dimensão económica &#8211; a indústria cultural e turística &#8211; mas é muito mais que isso.</p>
<p>Ninguém fora da lusofonia vai conduzir negociações diplomáticas importantes em português. Ninguém vai usar a língua em organismos internacionais. É pura fantasia. Assim como é fantasia tentar usar o português como língua de ciência.</p>
<blockquote><p>“A língua de ciência a nível mundial é o inglês. Mas isso não significa que outras não se assumam como línguas em que se pode escrever o resultado da ciência realizada”</p></blockquote>
<p>Há muita coisa a fazer para a ciência portuguesa (ou lusófona) se desenvolver e esta não é, claramente, uma prioriadade. Devemos esforçarmo-nos por divulgar ciência em português? Claro que sim, mas os esforços tem de ser bem medidos e alocados. O mesmo se tem de passar na cultura: há que preservar e desenvolver o que resta dos nossos créditos históricos e do respeito que algumas das outras civilizações (nomeadamente as Orientais) ainda têm por nós. Há que aliar isso aos esforços económicos. Há que ter uma política coerente de ensino e promoção da língua, que não pode flutuar ao sabor de governos e nomeações e que, a ser considerada prioritária, não pode ser abandonada à menor dificuldade.</p>
<p>A cultura da língua portuguesa só será defendida se se promover a cultura dos que a falam. Apoiar, criar e divulgar o que se faz no nosso país (e no resto da lusofonia). Com trabalho, inteligência, estratégia e qualidade a conquista da língua virá de seguida. E o mais curioso é que esse trabalho até pode (deve) ser feito em inglês, ou mandarim, ou francês, porque para já, se não fôr, poucos o entendem.</p>
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