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	<title>blog.scheekoVida de Bolseiro &#8211; blog.scheeko</title>
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	<description>Blog de Francisco Feijó Delgado</description>
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		<title>Vida de Bolseiro</title>
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		<comments>https://blog.scheeko.org/2014/07/vida-de-bolseiro/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2014 19:38:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francisco feijó delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[Na universidade não há vida. As portas fecham-se. Os centros de investigação não funcionam. O pós-doutoramento é uma ficção útil para que quem manda não tenha de se preocupar com o desemprego de umas quantas pessoas que existem saltando de tese em tese. Paulo Rodrigues Ferreira, Vida de Bolseiro Esta citação é a chamada de [&#8230;]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>
Na universidade não há vida. As portas fecham-se. Os centros de investigação não funcionam. O pós-doutoramento é uma ficção útil para que quem manda não tenha de se preocupar com o desemprego de umas quantas pessoas que existem saltando de tese em tese.<br />
<cite><b>Paulo Rodrigues Ferreira</b>, <em><a href="http://p3.publico.pt/actualidade/ciencia/12619/vida-de-bolseiro">Vida de Bolseiro</a></em></cite>
</p></blockquote>
<p>Esta citação é a chamada de uma <a href="http://p3.publico.pt/actualidade/ciencia/12619/vida-de-bolseiro">coluna de opinião</a> no P3, por Paulo Rodrigues Ferreira, 29 anos, bolseiro de doutoramento e co-proprietário da Fyodor Books. Como antigo aluno de doutoramento e bolseiro, e estando ainda inserido na vida académica fiquei curioso, mas logo de seguida veio a desilusão. O texto é uma amálgama de coisas que não se percebem bem e acaba por fazer mais por manter a confusão do que clarificar e explicar os problemas aos leitores.</p>
<h2>O bom</h2>
<p>Eu fiz o meu curso em Portugal e o doutoramento nos Estados Unidos. Também fui bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) durante parte do meu doutoramento, que durou mais de quatro anos. A minha exposição à investigação científica em Portugal é, por isso, limitada, já que a maioria da minha experiência foi fora de Portugal. Ainda assim mantenho-me ao corrente do que se passa: conheço muita gente na academia em Portugal, sobretudo nas áreas das ciências naturais.</p>
<p>O que se passou em Portugal em termos de política de Ciência e Investigação pode ser, de forma simplista, resumido da seguinte forma: desde meados dos anos noventa houve um grande crescimento no número de bolsas de doutoramento e pós-doutoramento. Sob a alçada de Mariano Gago, o número de bolsas cresceu exponencialmente. Entre outras coisas, o número de grupos de investigação cresceu e o número de publicações &#8211; um dos indicadores usados para medir a quantidade e qualidade da produção científica &#8211; aumentou de forma substancial. Portugal está longe de ser uma potência no panorama científico mundial, mas os avanços foram verdadeiramente significativos. </p>
<p>Com a crise chegaram os cortes. Há menos bolsas na sua totalidade, o financiamento para a Ciência e Tecnologia, e para o Ensino Superior em geral desceu. Há limitações nas contratações, burocracias e ineficiências administrativas que são um empecilho ao funcionamento do sistema, e a tudo isto se junta o decrescente número de alunos fruto de um país que envelhece cada vez mais depressa. Novos problemas acrescidos do agravamento de falhas antigas fazem com que o mundo académico viva momentos difíceis e desanimadores. </p>
<p>Por tudo isto há motivos para frustração e irritabilidade. Há uma ausência de perspectivas de futuro, muitas incertezas e falta de recursos. Em suma, a frágil academia portuguesa, sofre momentos que tornam  vida académica uma experiência amputada e disfuncional. Este não seria o primeiro relato que me chega aos ouvidos de desânimo e irritação. São temas que merecem a pena ser noticiados e descritos. Problemas que urge debater e resolver, mas problemas que não são únicos num momento de crise económica e financeira. </p>
<p>Em particular, vejamos algo que afecta a vida de um bolseiro de doutoramento, que escolhe fazer a sua formação em Portugal: o seu salário. Uma vez aceite a candidatura, um bolseiro tem praticamente garantido uma bolsa mensal de €980 durante quatro anos, acrescida do valor do seguro social voluntário. Não tem subsídios de férias, direito a subsídio de desemprego, mas também não paga impostos. Um bolseiro é, isso mesmo, um bolseiro, não um empregado.</p>
<p>O valor das bolsas é essencialmente o mesmo há mais de quinze anos. Tendo em conta a inflação, a verdade é que a vida de bolseiro tem sido cada vez mais pobre. Para manter o poder de compra, os bolseiros de hoje deveriam receber entre €250-€300 por mês a mais. </p>
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</style>
<table class="tg">
<tr>
<th>Ano</th>
<th>Bolsas de<br />&nbsp;Doutoramento</th>
<th>Financiamento</th>
<th>Salário</th>
<th>Salário<br />Ajustado</th>
</tr>
<tr>
<td>1995</td>
<td>582</td>
<td>€ 4.465.015</td>
<td>€ 639</td>
<td>€ 1.423</td>
</tr>
<tr>
<td>2000</td>
<td>1358</td>
<td>€ 15.185.342</td>
<td>€ 932</td>
<td>€ 1.267</td>
</tr>
<tr>
<td>2005</td>
<td>2063</td>
<td>€ 25.405.899</td>
<td>€ 1.026</td>
<td>€ 1.194</td>
</tr>
<tr>
<td>2010</td>
<td>5387</td>
<td>€ 64.071.020 </td>
<td>€ 991</td>
<td>€ 1.058</td>
</tr>
<tr>
<td>2013</td>
<td>4799</td>
<td>€ 56.694.315 </td>
<td>€ 984</td>
<td>€ 984</td>
</tr>
</table><figcaption>Tabela 1 &#8211; Salários nominais de um bolseiro de doutoramento e actualização devido à inflação. <a href="#fn-bolsas:1" id="fn-bolsasref:1" title="ver nota de rodapé" class="footnote">[1]</a></figcaption>Este é um problema relevante, mas confesso que não sei exactamente se o Paulo concorda comigo porque a partir do primeiro parágrafo, o texto é uma amálgama imperceptível.</p>
<h2>O mau</h2>
<blockquote><p>
Pena que acabe. Pena que a minha bolsa acabe para o ano. Se entretanto não encontrar emprego, não terei direito a subsídio de desemprego. A única hipótese do ex-bolseiro de doutoramento é ganhar uma bolsa de pós-doutoramento, e depois disso entrar na meia-idade cravejado de artigos científicos no currículo, com pelo menos três dioptrias de miopia em cada olho e com o futuro assassinado pela ilusão de que a universidade o ampararia quando o resto falhasse.
</p></blockquote>
<p>Sim, é pena que acabe. Eu também tenho pena que a minha adolescência tenha acabado. Tenho pena de não poder ter os meus pais a sustentar-me e a alimentar-me, enquanto eu vou à escola e gozo a minha juventude. Sim, após o doutoramento não há direito a subsidio de desemprego, mas esta não é uma situação distinta da que encontram a grande maioria dos doutorandos mundo fora. É melhor na Escandinávia? É pois, mas que serviço do Estado não o é? E já agora, quão mais produzem, quão mais pagam de impostos e quão menos fogem aos impostos os cidadãos desses países? </p>
<p>Outro dos grandes problemas é a questão da empregabilidade. O emprego é difícil de encontrar? Certamente: a taxa de desemprego é elevada e o tecido empresarial nacional não absorve muitos doutorados. E se em relação a este último aspecto a academia não está isenta de culpas, a verdade é que este é um problema nacional. Se o doutorado tem hipótese de seguir para um pós-doutoramento, possivelmente tem mais hipóteses do que muitos dos seus compatriotas. Mas está longe de ser a «única hipótese». É no final do parágrafo, no entanto, que o Paulo começa a revelar um dos problemas do raciocínio que muitos fazem, o de um dia ter a «ilusão de que a universidade o ampararia quando o resto falhasse». Esta é, sem dúvida, uma ideia confortável: depois do Estado nos ter pago a educação, sustentado (precariamente, é certo, mas com o suficiente para nos alimentarmos e alojarmos, e até mesmo um bocadinho mais) durante um doutoramento, deveria, pois claro, amparar-nos o resto da vida. </p>
<h2>O péssimo</h2>
<blockquote><p>
Se for esperto, o bolseiro aproveita o tempo para escrever, para ler, para ver filmes, para namorar e, claro, para redigir a sua prestimosa tese (&#8230;). O problema é não viver, não saber mais do que aquilo que se escreve numa maldita dissertação, não ter visto um filme, não ter ido a um festival de música, não ter aproveitado para namorar, para respirar o ar da cidade.
</p></blockquote>
<p>Ora aqui está parte do péssimo contido nesta coluna de opinião. Antes o Paulo já havia dito que o bolseiro que não é esperto ultra-especializa-se e depois vai à sua vidinha, «cravejado de artigos científicos no currículo». Eu não sei exactamente o que é que o Paulo pensa acerca do que é fazer-se um doutoramento e qual é o seu objectivo. Um doutoramento é um contributo para o avanço do corpo de conhecimento da humanidade. Alguns doutoramentos, produzidos por seres excepcionais, são verdadeiramente marcantes e revolucionários. Mas como quase tudo na História a grande maioria são <a href="http://matt.might.net/articles/phd-school-in-pictures/" title="The illustrated guide to a Ph.D.">minúsculo contributos infinitesimais</a>, isto sem falar naqueles que são maus e para descartar. Um académico é por definição um especialista. Ponto final.</p>
<p>Ora, quase todos concordaremos que um ser humano completo necessita de mais coisas na sua vida para além do seu conhecimento especializado. Um ser humano completo é um ser social, estabelece relações, cultiva-se, faz desporto, respira o ar da cidade (e do campo!), em suma deve viver. O Paulo diz que este é um dos problemas do bolseiro: não faz nada disto. </p>
<p>Não sei quem são os bolseiros que o Paulo conhece. Eu tive a oportunidade de fazer tudo isto: de namorar, de ouvir música, de ir a concertos e a teatros, de conhecer gente de todo o mundo, até de viajar, mesmo com um orientador que teima em não mandar alunos a conferências. Serei um privilegiado? Talvez. Mas a grande maioria dos bolseiros que conheço, nacionais ou estrangeiros, acabam por ter privilégios semelhantes aos meus. Alguns terão uma vida menos eclética, é certo, mas garanto-vos que é por opção própria (ou um orientador especialmente desagradável). </p>
<p>Não sei quem são os bolseiros que o Paulo conhece. E, deste texto, não consigo perceber qual é o motivo que os torna assim. O próprio Paulo é co-proprietário duma livraria, actividade essa que, imagino, está além do seu plano de estudos. Claramente tem tempo para sair abrir horizontes, e acho muito bem que assim o faça. No entanto, continuo sem perceber o que é que faz dos bolseiros bisonhos ignorantes. Será pela tal super especialização da academia? Mas não é essa a definição de um especialista académico? É um problema localizado e nacional ou é um mal mundial? Será por causa do famigerado problema que parece assolar o país: a falta de dinheiro? Não sei&#8230; mas investiguemos este aspecto.</p>
<table class="tg">
<tr>
<th>País</th>
<th>Ano</th>
<th>Salário</th>
<th>Diferença<br />custo de vida</th>
<th>Diferença<br />salário</th>
<th>Comparação c/<br />salário mediano</th>
</tr>
<tr>
<td>Bélgica</td>
<td>2014</td>
<td>1800-2000</td>
<td>56%</td>
<td>94%</td>
<td>5%</td>
</tr>
<tr>
<td>Canadá</td>
<td>2014</td>
<td>1412</td>
<td>46%</td>
<td>44%</td>
<td>-40%</td>
</tr>
<tr>
<td>Dinamarca</td>
<td>2012</td>
<td>2370</td>
<td>82%</td>
<td>142%</td>
<td>7%</td>
</tr>
<tr>
<td>França </td>
<td>2010</td>
<td>1685-2020*</td>
<td>87%</td>
<td>89%</td>
<td>8%</td>
</tr>
<tr>
<td>Alemanha </td>
<td>2014</td>
<td>1000-1600</td>
<td>23%</td>
<td>33%</td>
<td>-27%</td>
</tr>
<tr>
<td>Irlanda </td>
<td>2014</td>
<td>1400</td>
<td>67%</td>
<td>43%</td>
<td>-15%</td>
</tr>
<tr>
<td>Itália </td>
<td>2014</td>
<td>1000-1250</td>
<td>56%</td>
<td>15%</td>
<td>-16%</td>
</tr>
<tr>
<td>Holanda </td>
<td>2014</td>
<td>2500</td>
<td>58%</td>
<td>155%</td>
<td>46%</td>
</tr>
<tr>
<td>Noruega</td>
<td>2005</td>
<td>3203*</td>
<td>114%</td>
<td>227%</td>
<td>-4%</td>
</tr>
<tr>
<td>Polónia </td>
<td>2014</td>
<td>550</td>
<td>-14%</td>
<td>-44%</td>
<td>-21%</td>
</tr>
<tr>
<td>Portugal</td>
<td>2014</td>
<td>980</td>
<td>&#8211;</td>
<td>&#8211;</td>
<td>41%</td>
</tr>
<tr>
<td>Espanha </td>
<td>2014</td>
<td>1147-1250</td>
<td>24%</td>
<td>22%</td>
<td>20%</td>
</tr>
<tr>
<td>Suécia </td>
<td>2006</td>
<td>2365*</td>
<td>30%</td>
<td>89%</td>
<td>15%</td>
</tr>
<tr>
<td>Reino Unido </td>
<td>2011</td>
<td>1373-1871*</td>
<td>61%</td>
<td>89%</td>
<td>-37%</td>
</tr>
<tr>
<td>EUA </td>
<td>2014</td>
<td>1500-1600</td>
<td>71%</td>
<td>79%</td>
<td>-8%</td>
</tr>
</table><figcaption>Tabela 2 &#8211; Valores aproximados de salários nominais de um bolseiros de doutoramentos em vários países, comparação desses salários com os valores portugueses e diferenças de custo de vida. Ainda a comparação do valor da bolsa com o salário mediano local.<a href="#fn-bolsas:2" id="fn-bolsasref:2" title="ver nota de rodapé" class="footnote">[2]</a></figcaption>Consultando a <b>Tabela 2</b> é manifesta a diferença de rendimentos auferidos pelos doutorandos nos diferentes países. Mais uma vez, na Escandinávia, assim como na Holanda, ou na Bélgica, um doutorando vive melhor. Mas se atentarmos a outros locais, como nos Estados Unidos, na França, na Itália, na Polónia ou mesmo na Alemanha, o poder de compra de um aluno de doutoramento é comparável, se não pior do que em Portugal. Assim sendo, e tendo em conta o estado económico-financeiro do país, será que nos podemos queixar muito?</p>
<p>Mais uma vez, o Paulo não explicou qual é o problema da vida do bolseiro que não pode namorar ou ler. Talvez não seja o dinheiro.</p>
<blockquote><p>
O problema do bolseiro é o hiato entre a licenciatura e o fim do doutoramento ou do pós-doutoramento. O hiato entre os vinte e um ou vinte e dois e os quarenta anos. São muitos anos morto.
</p></blockquote>
<p>Ou seja, o problema do bolseiro é ser bolseiro: fazer aquilo que um bolseiro é suposto fazer. Não percebi se isto é uma crítica ao sistema académico que vigora no mundo actual, se um reparo ao mal que vive um bolseiro em Portugal. É certo que ninguém gosta de estar morto. </p>
<p>O sistema académico, de investigação científica e universitário português está debilitado e com muitos problemas, como já referi. Veja-se o caso recente do <a href="http://www.publico.pt/ciencia/noticia/corte-nas-bolsas-de-doutoramento-e-posdoutoramento-da-fct-foi-brutal-1619823" title="Decréscimo nas bolsas">decréscimo no número de bolsas</a> avançadas, ou ainda mais recente caso do <a href="http://www.publico.pt/ciencia/noticia/entre-322-laboratorios-de-investigacao-71-vao-ficar-sem-financiamento-1660820" title="Cortes de financiamento">corte do financiamento</a> a centros de investigação mal classificados.  Mas mais uma vez afirmo: vez não percebo o que faz do Paulo um morto. </p>
<p>No <a href="http://catastrophepersonality.blogspot.com/p/o-autor.html" title="Blog">seu blog</a> diz-se «licenciado, mestre e a tirar um doutoramento em História, disciplina que odeia e sempre odiará, na Faculdade de Letras de Lisboa, instituição que abomina tanto, mas tanto que quase vomita quando lá mete os pé». Que eu saiba, ninguém é obrigado a fazer um doutoramento. E se é sapo que tem de engolir para poder vir a ser professor, então não poderia ter escolhido uma disciplina que não odiasse, numa instituição que não abominasse? É uma maçada quase vomitar todos os dias! Mas pior ainda é caminhar deliberadamente para a sua morte, mesmo que temporária. Para alguém que se propõe ser bolseiro de investigação, não deixa de ser uma desilusão que não tenha conseguido investigar um bocadinho aquilo que seria a sua vida (ou morte) como bolseiro. Pior ainda é continuar a insistir estar morto quando se apercebeu do facto. E contribuir com mais ruído numa realidade conturbada.</p>
<div class="footnotes">
<hr />
<ol>
<li id="fn-bolsas:1">
Os valores mensais foram calculados dividindo o valor do financiamento da FCT pelo número de bolsas (<a href="https://www.fct.pt/estatisticas/bolsas/index.phtml.pt" title="Dados FCT">Dados FCT</a>), embora nominalmente o salário se tenha mantido nos €980, desde 2000. Para correcção da inflacção foram usados os dados da <a href="http://www.pordata.pt/Portugal/Taxa+de+Inflacao+(Taxa+de+Variacao+++Indice+de+Precos+no+Consumidor)-138" title="Inflação Total Geral">Pordata</a> (Inflação Total Geral).
</li>
<li id="fn-bolsas:2">
Estes valores foram recolhidos de forma pouco científica de diversos sites, sobretudo o <a href="http://www.findaphd.com/study-abroad/europe" title="Find a PhD">Find a Phd</a> e o agregador de salários <a href="http://www.glassdoor.com">Glassdoor</a>. Não pretende ser uma recolha exaustiva ou rigorosa, mas apenas uma perspectiva aproximada das diferenças entre salários nos diversos países.<br />
A diferença do custo de vida foi determinada usando o índice de preços de consumo incluindo renda, entre Lisboa e a capital de cada país, excepto na Suécia (Uppsala), Reino Unido (Cambridge) e Estados Unidos (Boston).  Os dados são do site <a href="http://www.numbeo.com/cost-of-living/">Numbeo</a>.<br />
Os salários medianos são essencialmente os referidos neste artigo da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_European_countries_by_median_wage">wikipedia</a>, <a href="http://www.theguardian.com/news/datablog/2013/dec/12/uk-median-weekly-pay-is-517-but-who-earns-that">RU</a>, <a href="http://www.ssa.gov/oact/cola/central.html">EUA</a>. Nem sempre foi possível obter relativos ao mesmo ano e antes/depois de impostos. Assim sendo, os valores são meramente indicativos.<br />
*Valores antes de impostos
</li>
</ol>
</div>
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