25 de novembro de 2008
via e foto do Botinhas
25 de novembro de 2008
PS: Para os parolos do betão armado que não sabem o que é a chula picada, vide YouTube
24 de novembro de 2008
Wage, Budget Freezes Possible as Harvard Looks to Spend Less
Even the world’s richest university is feeling the pinch from the economic downturn.
Harvard’s president, Drew Faust, said last week that the university is looking for ways to reduce spending across the campus, raising the specter of cuts to programs and compensation, as Harvard’s endowment plummets. It is also assessing all aspects of its sweeping plan to expand across the Charles River in Allston, she said.
“We must recognize that Harvard is not invulnerable to the seismic financial shocks in the larger world,” Faust wrote in an e-mail to faculty, staff, and students.
in The Tech
24 de novembro de 2008
Eu não digo só o curso de relojoaria, eu digo os outros cursos todos, mas especialmente o de relojoaria é um dos que precisa de uma carga horária mais alargada… É um curso reconhecido no exterior: este ano foram alunos para a Suíça. O feedback que eu tenho é do género: “Temos três alunos seus, todos os que tiver aí mande”. Agora, com 1600 horas nem aprendizes de relojoaria são… É esta a minha mágoa. É por isso que eu saio da Casa Pia. Eu não me importava nada de ficar mais cinco anos, porque eu gosto daquilo que faço. Eu já tinha pensado ficar até aos 65 anos porque tinha tempo para formar uma equipa para dar continuidade com qualidade, era isso que eu queria fazer nos próximos cinco anos, agora assim não vale a pena. Eu não posso aceitar ser comparsa do contrário daquilo que andei a defender durante 40 anos.
in Correio da Manhã
24 de novembro de 2008
Está um frio desgraçado nesta terra e mais frio há-de fazer. Assim, há que tomar medidas drásticas. Cá em casa compraram-se aquelas coisas que se põe na cabeça e não são chapéus. Caso não dê para cientista, já estou equipado assessor de imprensa freelancer para grupos terroristas. Os óculos é que não impõe muito respeito.

NOTA: Para o caso de se dar a dupla coincidência dos senhores do Público quererem pôr isto na rúbrica Blogs em Papel e desses senhores do Público serem os mesmos que acham que a drª Manuela Ferreira Leite quer suspender a Democracia, isto é uma brincadeira, um bocadinho parva, é verdade, e obviamente não aprovo nenhuma forma de terrorismo.
21 de novembro de 2008
Planning for financial constraint
The continuing uncertainty about the length and depth of the economic downturn makes accurate predictions impossible. However, we must take action now to plan for a protracted period of financial constraint, while at the same time remaining flexible for a future in which the economy may improve or worsen.
Taking all these factors into account, we can reasonably anticipate the need to decrease spending by about 10-15% over the next two to three years. In the current budget planning cycle for FY10, we will plan for a base budget reduction of 5%. Future years will undoubtedly require additional cuts by all units. As all of you who manage budgets know, achieving a base budget reduction of this magnitude is a very serious exercise; we will tackle it together, through a careful three-year implementation plan, beginning with a number of practical short-term actions.
Susan Hockfield, Presidente do MIT
Letter to the Community on MIT Finances
21 de novembro de 2008
21 de novembro de 2008
Ah e tal a avaliação é preciso. É o que toda a gente diz. Mas isso é quase como dizer que o ar é de todos.
Não gosto da senhora ministra da educação. E por várias razões: primeiro, não põe fora do ministério (como nenhum dos vinte e tal que a antecederam) os pseudo-intelecto-pedagogos que destroem tudo, mas sempre com uns textos muito bonitos e cheios de palavras e expressões como “composições matemáticas”; segundo, tenta pôr os professores a fazer de tudo menos o que interessa, que é dar aulas e bem; terceiro e mais importante, porque pretende reformar tudo menos abordar aquilo que interessa que é ensinar coisas relevantes às criancinhas – coisas relevantes sendo instruí-las com os conteúdos, factos, ideias e pensamentos, obrigá-las a pensar e por fim dar-lhe a primeira experiência de respeito, responsabilidade e tudo o mais que faz parte do funcionamento duma sociedade decente bem engrenada (menos a boa educação, que isso faz tem de se trazer fundamentalmente de casa).
Não é só do ministério que vêm pérolas, veja-se esta:
O deputado do CDS-PP João Paulo Carvalho pediu à maioria socialista que comentasse “o caso do conselho pedagógico de uma escola de Barcelos que decidiu que os alunos podem passar de ano mesmo com cinco negativas”.
Na resposta, o deputado do PS Bravo Nico (…) deu a entender estar de acordo com a decisão do conselho pedagógico, argumentando que “é sempre muito mais exigente e dá sempre muito mais trabalho às escolas e aos professores integrarem os alunos com percursos de aprendizagem difíceis. É sempre mais fácil colocá-los fora da escola. A nossa resposta é fazer com que as crianças fiquem dentro da escola. O direito à educação é um direito básico”
in Público
Mas a ministra e cia. não desistem e contra-atacam. Aqui fica um exemplo, salientado por Maria Filomena Mónica, um inquérito aos professores tão interessante e relevante como muita da anterior burocratreta:
Não contente com os anteriores disparates (ver as grelhas de avaliação a serem utilizadas), a Direcção-Geral pretende que os professores-avaliadores respondam a perguntas reveladoras da sua atitude quanto a vários temas: um dos quesitos incide sobre a sua predisposição para vestir roupas “vistosas, boémias ou que chamassem a atenção de qualquer forma”.
in Meia-Hora, via O Carmo e a Trindade
Desde há muitos ministérios/ministros a esta parte que o que interessa são os números. Pura e simplesmente. Mais nada. E agora? Com tudo isto a senhora ministra ganhou uma guerra que provavelmente não irá ganhar. A grande questão é se alguém irá ganhar alguma coisa com esta embrulhada.
Tendo dito o que penso da senhora ministra e demais indivíduos que a orbitam, passemos ao outro lado da barricada. Sinceramente, não sei o que é o processo da avaliação que está a ser implementado, mas lembro-me de ver a minha mãe candidatar-se a professora titular e em todo o processo, quase que o que menos interessava era saber se o professor verdadeiramente ensinava ou não. Segundo a minha mãe, após a a comoção que houve logo no início, aquando da implementação da avaliação, e com a pressão inicial dos professores, ao que parece o ministério deu uma certa liberdade às escolas para aligeirarem e moldarem todo o processo. No entanto, muitos terão usado toda a grandeza que aquilo lhes conferia para fazerem jogozinhos de poder, para complicar a vida uns aos outros. Não sei em que medida isto aconteceu em todo o lado, se foi significativo ou não, nem desculpa a ministra dos seus pecados, mas leva-nos a outra questão: os portuguesinhos.
No blog Abrupto, o leitor e autor do livro “Ensino Básico vai de mal a pior – uma abordagem pedagógica e política” Carlos Paiva descreve o fracasso das suas tentativas de organizar sessões de divulgação do livro em auditórios municipais e de Escolas Públicas, estes últimos alugados. Algumas das reacções:
Escola Secundária da Senhora da Hora – uma professora obtém autorização, de um elemento do Conselho Executivo, para colocar na Sala dos Professores umas pequenas tiras de papel anunciando a sessão de lançamento do livro. Nelas figuram o título e um extracto do que vem na contracapa. Alguns minutos depois o Vice-presidente desse mesmo órgão que tinha autorizado a colocação da informação vai ao encontro da professora dizendo que ela não tinha autorização para colocar «aquilo» na escola, nem sequer para estar naquele espaço e que estava a invadir as instalações. Ordenou que se retirasse, imediatamente.
Escola Secundária do Padrão da Légua – O Conselho Executivo não autoriza o aluguer das instalações para a sessão de lançamento do livro. É claramente afirmado – verbalmente – que a razão da não autorização está no título e no que se afirma na contracapa do livro.
Biblioteca Municipal Florbela Espanca, Matosinhos …informam-me que é possível utilizar o Auditório, uma vez que, para a data prevista para a sessão de lançamento do livro (25 de Outubro), ele se encontra desocupado, assim como para todas as Sextas-Feiras à noite, Sábados e Domingos de todo o mês de Outubro. Preenchi, de imediato, uma «ficha de reserva do auditório» e um «termo de responsabilidade» pela utilização da sala. (…) Finalmente, depois de muito pressionar obtenho resposta: foi marcada, por ordem superior, uma actividade exactamente para o dia e hora que eu pretendia, o que, atendendo ao mapa de disponibilidades do auditório, não deixa de ser uma estranha, mas possível coincidência. Verbalmente é-me sugerido que apresente o livro para ser examinado. Penso, entristecido, nos exames prévios da ditadura fascista. (…) A resposta nunca chegou: o Auditório permaneceu inutilizado (…).
Mais na página do Autor.
Mas as coisas são mais generalizadas; já em Março, nas vésperas de uma manifestação de professores, várias escolas foram visitadas pela PSP com o objectivo de recolher informação sobre a participação na manifestação. E agora, como me fez saber o João, a PSP resolveu, por ordens do Director-Nacional, deixar de revelar o número de participantes em manifestações por ser uma informação sem “nenhuma mais-valia”.
Este tipo de acções, como se vê, ocorre tanto por ordens de altos responsáveis, como por funcionários de menos importância. Por muitos tiques autoritários que a senhora Ministra, o Primeiro-Ministro ou o Governo tenham, e é inegável que os têm, o que é facto é que este tipo de situações não ocorrem sem a colaboração e o voluntarismo de muitas outras pessoas. Sinceramente não sei o que os motiva, pois não acredito que os tentáculos do governo, que ainda assim é democrático, alcancem tão longe. Não, acho que são resquícios de mentalidades de outras alturas, má formação, gente mesquinha. São os portuguesinhos. Gente perigosa. Gente nojenta. Mas não é a atirar ovos que se contraria, pelo contrário, desce-se tão abaixo. Estarão bem uns para os outros. Infelizmente o país é de muito mais gente.
ADENDA Esqueci-me de referir que aprecio muito a visão do sistema educativo e das alternativas defendidas por Paulo Rangel. Confesso que desde que assumiu a liderança do grupo parlamentar do PSD que não o ouvi referir-se a este assunto da forma clara como o fazia aos microfones do RCP.
20 de novembro de 2008
Antes de mais, caro João, as minhas desculpas pelo tempo que demorei a responder à tua tão prolífica vaga de comentários. Mas antes de mais nada devia era dizer: Eh pá, pára! Deixa-me embirrar à vontade! Tu tens é uma embirração com a minha embirração pelo dr. Santana Lopes! Mas não digo. Não digo porque até tens razão. Tenho uma embirração especial pelo dr. Santana Lopes e não, este último post não foi nada de especial, foi mesmo só porque me deu gozo ler a entrevista dele. Agora há aí coisas muito sérias que não são nada para rir e evocaste muitas delas, mas não vou conseguir falar de tudo, para já.
Disseste que nunca critiquei José Sócrates em sede própria, que no meu caso é aqui. Verdade seja dita que não faço dele um grande alvo (embora tenha na cabeça uma coisa para escrever, o post intitula-se Ah Magalhães e estava à espera que passasse o sururu para me dedicar a isso, mas o homem resolveu ir dizer coisas para a América do Sul e já não deu; mas há-de vir!). Ora bem, tenho de defender a minha honra:
A vacuidade do discurso de Sócrates é mais do que óbvia. É escandalosa. Já muitos disseram das caraterísticas alcalinas das suas palavras. Mas o pior é que Sócrates não consegue concretizar nada. Não consegue especificar nada. Não dá um exemplo prático do que quer fazer.
a 15 de Fevereiro de 2005
Ora a verdade é que não gosto do eng. José Sócrates (…).
a 19 de Fevereiro de 2005
Vais dizer: – ah, mas isso foi vai para três anos e uns meses. Toda a razão. Estou em falta. Mas já critiquei! Ah bom.