Há quem reclame as benesses da flatulência e, em alguns dias, incluio-me nessas pessoas. Mas ontem à noite fui vítima, juntamente com outras pessoas que partilhavam a mesma composição do metropolitano, de um atentado terrorista e potencialmente suicida. O perpetrador não morreu, acabei por não ver sequer quem era, portanto não o posso identificar, sequer. Mas o pérfido acto que cometeu permanecerá na minha memória durante largos anos, senão para sempre. A reação começou com um alheio “esta estação cheira a esgoto”. Mais tarde vimos que não era nem a estação que fedia, nem era a esgoto que o aroma cheirava. Posto isto, as reacções foram muitas e variadas, mas principalmente o riso (haveria gás hilariante à mistura?) e a fuga.
Pfiuuu.
Apesar da globalização, o mundo ainda não é o mesmo em toda a parte. Aqui está uma oferta de trabalho na Alemanha. Um extracto da proposta:
We offer:
– Fixed work contract
– Interesting and diverse activities in an intercultural team
– Day or night service with 3-day week or 5-day week
– Socially insured
– Wage-tax-obligated starting salary of 2,500.00 € net
– the typical legally required social services sowie as well as very good care and possibly accommodations
De repente o monstro passou a ser um monstro, sim, mas um monstro nacional, nacionalista e que emprega muita gente.
Leia-se PT
– Mãe, mãe, a Inês disse para eu pôr a cabeça de fora da janela, quando passase o autocarro!
– Não disse nada! Eu disse que tu não tinhas coragem de pôr a cabeça de fora, quando passasse o autocarro.
Passados uns anos, lá volta o tema: pagar taxas de Multibanco. Num DN da semana passada, citava-se “no estrangeiro os clientes pagam taxas se utilizarem uma rede de um banco do qual não são clientes”.
Mas porque é que tudo tem de ser como lá fora? Não pode haver nada de original e de bom por cá? E a rede não é a mesma. A verdade é que os bancos não fizeram o Multibanco para nos agradar, mas sim para eliminarem custos e demoras com os balcões. Não façam dos clientes bodes expiatórios! E o lucro dos bancos é, como se sabe, extraordinário. Não é por pagarem uns cobres com os Multibancos que vão ficar muito mais pobres.
Se a taxa vier para a frente proponho:
– se não forem todos os banco: mudar de banco para aqueles que não aplicarem taxas;
– se for uma acção conjunta: ir tudo para os balcões levantar brutalidades (dentro das possibilidades de cada um) de dinheiro!

Íamos a Elsa e eu, domingo passado, ao CCB ver a exposição da pintora mexicana quando nos deparámos com o espectáculo ao lado fotografado. Domingo, fim-de-semana alargado de Carnaval e uma fila de mais de cem metros a sair do edifício fora para os 26 quadros serem admirados!
Extraordinário, num país que se diz de bestas incultas! Será do filme, que a fez uma estrela pop? Ou é só uma boa manobra publicitária? Ainda para mais, a exposição está patente até 21 de Maio. Aquilo é que é impaciência cultural!
Força!

Stewie, ou o bebé genial egomaníaco.
Personagem dotada de uma inteligência tão impressionante quanto o seu desejo de dominar o mundo e de matar a mãe. Com um ano de idade, Stewie domina perfeitamente a linguagem, que torneia com o seu requintado sotaque inglês e rico vocabulário de adulto. Mas a sua experiência reduzida e diminuto tamanho fazem com que seja tomado por um bebé normal, muito para seu desagrado. A melhor das figuras do bestial Family Guy (que não tem nada a ver com os produtores dos Simpsons…!).
E lá saiu, sozinho, ontem às três da manhã, o episódio dois do Que Coisa.