5 de maio de 2009
Do muito bom Look at this fucking hipster.
5 de maio de 2009
Do muito bom Look at this fucking hipster.
4 de maio de 2009
Em indo mesmo ao YouTube, se carregardes no HD podeis ver mesmo muita grande!
1 de maio de 2009
Se o 25 de Abril resultou…? A famosa frase do falta cumprir-se Abril.
Livrámo-nos de um regime bolorento cujos principais valores eram a pobreza, a ignorância e a serenidade torpe daqueles que não indagam, nem se questionam a si próprios. Só por isso já valeu a pena e nada se perdeu.
Arrogância têm os que pensam que tudo havia de estar já feito, que mais lhes era devido.
30 de abril de 2009
ACTUALIZAÇÃOPara quem quiser está agora disponível um gerador de políticas de verdade em:
29 de abril de 2009
Charles Bulfinch, considerado o primeiro arquitecto americano, foi o autor de muitos edifícios, entre os quais o Capitólio, em Washington, DC. Na State House do Massachusetts, que desenhou, está lá uma placa que o honra e que tem inscrito qualquer coisa como: “Charles Bulfinch, educado em Harvard e pelas viagens que fez no mundo”.
Depois do meu curso trabalhei mais ou menos dois anos, um no meio académico, outro no mundo real. A minha experiência profissional não é, portanto, vasta. Depois disso parti para um doutoramento nos Estados Unidos, país onde resido, fará em Agosto dois anos. Estou perfeitamente consciente das vantagens que há em sair-se do nosso país, da nossa casa, do nosso berço.
Faz bem conhecer novas pessoas, faz bem conhecer novas culturas. Alargam-se horizontes, aprendem-se maneiras de pensar, de trabalhar, de viver. Alguns até ganham mais dinheiro. É bem possível que o programa Erasmus venha a fazer mais pelo país que os Magalhães e muitas outras iniciativas, pelo menos ao nível educacional superior.
Há quem saia de Portugal de forma temporária, há que saia de forma definitiva. Há quem saia à procura de aventura, há quem parta atrás de alguém que ama. Também os há aqueles que saem por frustração e raiva, seja a pessoas, a empresas, a trabalhos, a burocracias ou ao tempo. Maior rol de razões, boas ou más, não existe noutro lado que não no blog Mind this GAP (graduados abandonam Portugal).
Além de mim, há na minha família vários exemplos de graduados que saíram de Portugal. Compreendo as várias razões que levam as pessoas a fazer isto. Também compreendo as várias motivações que vão determinar o desenlace destas aventuras. Eu pessoalmente gostaria muito de voltar ao meu país. Não sei o que lá me esperará ou o que lá conseguirei fazer. Por vezes, reconheço-o, tenho medo desse futuro.
Sinto-me previligiado: o Estado português pagou-me a educação básica, secundária e superior, e dá-me agora a melhor bolsa de doutoramento do mundo. Mais: não reclama de mim qualquer contrapartida! Não sei qual vai ser o meu futuro, mas uma coisa me disse o meu antigo patrão e com a qual concordo: Portugal precisa da minha ajuda, os Estados Unidos não.
Volto a repetir: eu percebo que cada um tem necessidades diferentes e portanto, enquanto eu quero voltar para Portugal (o que não quer venha a pensar da mesma forma daqui a uns anos), outros querem ficar cá por fora. Bem vistas as coisas, vivemos no mundo globalizado; se há quinhentos anos, com muito mais dificuldade, os nossos compatriotas fizeram o mesmo, porque não haveríamos de partir agora? Mas há uma coisa com a qual não me compadeço, algo que vou ouvindo por aqui e por ali da boca destes expatriados, algo que estava escrito num dos textos do referido blog:
Enfim, sou feliz agora. Sinto falta da família e dos amigos (muito poucos) mas só o voltar pelo Natal deixa-me deprimida novamente ao ver que nada mudou no País. Não conto voltar. Se me fartar daqui vou para outro país que não Portugal
Não, deixarmos a nossa casa com problemas e queremos voltar para um lugar melhor, sem termos contribuído, não só não é legítimo, como é desonesto. Repito-o: não condeno ninguém que prefira ficar por fora. Também não condeno aqueles que tentaram vezes sem conta e desistiram; nem todos nascemos para ser mártires. A única coisa que não posso aceitar é aqueles que se demitem do seu patriotismo, mas que ficam sempre a ruminar a ideia de que a Pátria lhes deve algo. Somos nós, aqueles que têm formação adequada para o mundo moderno, que já vimos coisas que funcionam melhor, que temos a obrigação de tentar melhorar a nossa casa.
29 de abril de 2009

Estive em Portugal, fui ao dentista e passei os olhos pela revista acima. A minha reacção foi: mesada de 500 euros?! Chiça!
23 de abril de 2009

E é a primeira vez que as máximas em Boston passam dos 20ºC este ano…
23 de abril de 2009
Volta e meia perguntam-me como é andar do MIT. Arrangem quatro monitores, disponham-nos como quatro paredes, ponham a cabeça lá dentro. Depois passem nos quatro monitores o seguinte vídeo:
Às vezes, é muito parecido.
22 de abril de 2009
O Governo prepara-se para estender a escolaridade obrigatória até ao 12º ano, segundo o que relata o Público. Sou contra. Clara e inequivocamente contra.
Politicamente, esta é mais uma atitude de disfarçar o que não se quer que seja visto, de distrair as pessoas, atirando para a praça pública mais uma medida, um tanto ou quanto avulsa, do alto do pódio da Assembleia. Por outro lado, agora antecipa-se uma medida do próximo programa eleitoral, quando no caso do casamento homossexual, isso era afrontar o eleitorado.
A mim, no entanto, o que mais me interessa não é a dramatização política, mas a medida. Poderão perguntar, legitimamente, porque sou contra, eu que sou licenciado e estou neste momento a doutorar-me.
Obviamente que a educação é um valor fundamental na nossa sociedade. Obviamente que a qualificação dos portugueses será determinante para o nosso futuro. Obviamente que quaisquer hipóteses de termos alguma relevância no mercado global terá que passar pela aposta no conhecimento e na tecnologia; essencialmente nos serviços e produtos caros, não nos baratos, algo que só advirá de uma força de trabalho qualificada.
Paradoxalmente, a escola que temos hoje é, e tende a ser cada vez, mais um depósito de crianças, um local onde a responsabilização e efectiva formação daquelas está cada vez mais a ser secundarizada. O facilitismo e a mediocridade vão aumentando, sendo que temos um ministério que se preocupa com tudo menos o que realmente conta: educar.
Proclamar a obrigatoriedade do 12º ano, no contexto presente, num Estado que nos últimos anos só vive para as estatísticas e com um governo que “fabrica relatórios da OCDE”, só significa que este estado de coisas será prolongado por mais três anos. Caso não tenhamos a sorte de ter professores que vão além do que lhes é pedido pelo ministério, a verdade é que a maioria das pessoas está, nos dias que correm, a ser enganada: os alunos, os pais, os contribuintes. Esta medida, na minha opinião, só vai prolongar esse engano.
Assistimos a uma progressiva desvalorização do diploma académico. Por esta altura já quase todos sabem que é fundamental ter no mínimo o 12º ano. Às vezes nem é por mais do que uma simples razão: as empresas pedem-no. Já existe uma pressão social para esse nível de qualificação, seja num curso geral, seja num curso profissional. É importante ajudar quem não consegue ficar na escola por motivos financeiros, mas é imperativo não defraudar as pessoas, não tornar a escola num jardim-escola. E finalmente, especialmente nos níveis mais elevados dos currículos, é imperativo chegarmos à conclusão de que a educação gratuita não é um direito. O que é um direito é a oportunidade de educação gratuita; uma oportunidade que é limitada, uma oportunidade que não são oportunidades, uma oportunidade que não se materializa na obrigação do Estado ser ama-seca dos seus cidadãos, ainda que o maior nível de educação da população seja um objectivo comum. Porque simplesmente educar é mais que manter na escola.