5 de abril de 2009


… ou as crianças não são pessoas.

5 de abril de 2009

5 de abril de 2009

Boston Pillowfight 2009
Boston Pillowfight 2009
Boston Pillowfight 2009
Boston Pillowfight 2009
Boston Pillowfight 2009
Boston Pillowfight 2009
Boston Pillowfight 2009
Mais aqui e aqui.

5 de abril de 2009

4 de abril de 2009

vipers
por Alex Broeckel

4 de abril de 2009

3 de abril de 2009


Bacilos subtilis a nadar.

3 de abril de 2009

31 de março de 2009

wee planet

Planetas pequenos de Alexandre Duret aqui.

31 de março de 2009

31 de março de 2009

Uma questão que ouvi no outro dia pelos corredores. Desde pequenos que ouvimos falar nas cores primárias e na adição de cores. Se juntarmos, por exemplo, verde e vermelho, obtemos amarelo (em filtros, não com tinta, uma vez que dessa forma obtemos castanho). Mas vejamos, sabemos que a luz branca se decompõe em luzes de várias cores.
prisma.jpg
Cada cor é luz (uma onda electromagnética) com um diferente comprimento de onda (c.d.o). Por exemplo, o c.d.o da luz vermelha é 590 nm (0.000000590 m), da verde, 510 nm e da amarela 570 nm. O que acontece com um prisma é que separamos espacialmente as diferentes luzes que viajavam todas juntas num raio e se nos assemelhava como branco. Ora, no caso dos filtros, o que acontece? Porque é que juntando o vermelho com o verde vemos amarelo? Será que o comprimento de onda da luz combinada muda? Isso não faz sentido, uma vez que, como vimos com o prisma, o vermelho, o verde e o amarelo existem como componentes sobrepostos na luz branca, mas são luzes diferentes.
RGB
O que acontece efectivamente é que os nossos olhos não vêm o espectro todo. Temos nos olhos células sensíveis a determinadas bandas do espectro (ou gamas de comprimentos de ondas) e essas bandas sobrepõem-se cobrindo o espectro do visível, como se pode ver no gráfico abaixo. Costuma-se dizer que essas células são receptoras “azuis”, “verdes” e “vermelhas”. O nome é dado não por apenas detectarem essas cores, mas por o máximo da sensibilidade das respectivas bandas estar mais próximo dessas cores.

Quando vemos luz amarela, o que acontece é que o espectro amarelo da luz que chega aos nossos olhos activa ambos os sensores “verdes” e os “vermelhos” que estão numa região do olho, pertos uns dos outros. O nosso cérebro constrói então uma imagem em que interpreta essa informação como sendo a cor amarela. Isso pode ser provado “enganando” o cérebro. Uma vez que ele olha para a proporção de vermelho e verde numa determinada zona do espaço, se conseguirmos, nesse mesmo espaço, emitir verde e vermelho por forma a fazer com que os sensores vejam o mesmo que veriam com um espectro amarelo, o cérebro vai pensar que está mesmo a ver amarelo. Podem ver a imagem abaixo.
yeallow.png
De um lado vêm riscas vermelhas, do outro verdes. No centro, algo que se assemelha a amarelo. Se repararem bem, e poderão confirmar na imagem aumentada abaixo, o que fiz foi alternar as linhas vermelhas com as verdes.

No zoom, vêm-nas distintamente porque a separação espacial é suficientemente grande para o cérebro as conseguir distinguir. Essa distância começa a encurtar na imagem de cima e por isso começamos já a ver amarelo – estamos a enganar os sensores que estão a captar aquela zona da imagem. O efeito não é perfeito e o amarelo não é suficientemente, bem… amarelo, porque a distância ainda não é suficientemente pequena para enganar completamente o nosso cérebro. Mas a distância entre as três cores que compõe cada pixel do ecrã onde está escrito este texto já o é.
quadrado amarelo e pixeis
Cada pequeno elemento do ecrã (pixel) é composto por três zonas, a vermelha, a verde e a azul, cuja intensidade é variável. Para criar a cor amarela, o azul é desligado, e permanecem apenas o verde e o vermelho. Assim se cria a ilusão e ela é perfeita; o nosso cérebro não distingue que o verde e o vermelho vêm efectivamente de sítios diferentes. Da mesma maneira é possível construir milhões de cores diferentes, aquelas que um monitor consegue fazer ver ao nosso cérebro.
De facto, existe um amarelo real (a radiação com um determinado comprimento de onda) e outro que é uma ilusão de óptica. Mas sem saber como essa cor nos está a chegar aos olhos, os nossos olhos não têm resolução suficiente para distinguir o amarelo real do amarelo ilusão.

31 de março de 2009

30 de março de 2009

Há lugares, edifícios, pessoas e objectos que trazem consigo o peso da História. Em algum momento determinante fizeram parte ou estiveram presentes num instante que marcou o percurso da humanidade. Tê-los à nossa frente é sempre emocionante e inspirador. Nos Estados Unidos, este peso da História é sentido de forma diferente do que na Europa. Há poucas semanas tive a oportunidade de visitar o Smithsonian National Air and Space Museum, em Washington, D.C. O que não falta neste museu são marcos da aviação, desde peças dos aviões construídos pelos irmãos Wright, passando pelo Spirit of St. Louis até aos mais recentes foguetões espaciais.
Desde pequeno que sempre fui fascinado pela conquista espacial. Escrevia cartas para a ESA e a NASA, sabia quase tudo o que havia para saber, para um miúdo claro, acerca de como funcionavam os diferentes módulos e componentes dos lançadores e das naves de exploração do nosso sistema solar. Lembro-me de ver, com o meu pai e o meu irmão, no CCB, uma exposição com as naves e sondas do programa espacial da União Soviética. Igualmente emocionante foi agora estar dentro dum Skylab, ver o Módulo de Comando do Appolo XI e este fato, do astronauta David Scott, comandante da Apollo XV.
David R. Scott's suit
Este fato permitiu a Scott andar sobre a Lua. É verdadeiramente emocionante vê-lo ali, à nossa frente. Ficam aqui algumas fotografias da missão, retiradas do Project Apollo Archive.
Lançamento da Apollo XV



Módulo de Comando visto do Módulo Lunar
Módulo Lunar a regressar da Lua, antes de acoplar com o Módulo de Comando
A pena e martelo usados na experiência de queda dos graves de Galileo:
Pena e martelo usados na experiência de queda dos graves de Galileo
O regresso
E por fim, o Módulo de Comando da Apollo XI, que é incrivelmente pequeno.
Módulo de Comando da Apollo XI
Módulo de Comando da Apollo XI

30 de março de 2009

28 de março de 2009

Cunha Leal
Cunha Leal, Deputado e Ministro da República – Um notável Rebelde. Trata-se certamente do prolongamento da investigação do doutoramento de Luís Farinha, que já havia publicado, também pelo Parlamento Estudo sobre a Acção Política Parlamentar de Francisco Pinto Cunha Leal como Deputado ao Congresso da República (1918-1926). Tão cedo não vou ter a oportunidade de ler, mas, é sobre a família, aproveito para divulgar.

      
Edições do Parlamento

      ISBN 978-972-47-3838-3
      2009, 376 (25 P) – 24,90 €

28 de março de 2009

28 de março de 2009

ballet das bonecas russas
Amanhã às 22h00 regressa ao éter, o Ballet das Bonecas Russas. Vamos reunir a equipa, para já numa emissão piloto, e se tudo correr bem, para relançar a conversa. Vamos tentar emitir em directo, abertos à participação dos ouvintes, e disponibilizar o podcast para quem pretenda ouvir noutra hora que mais lhe aprouver.
Para ouvir, ou para mais informações, aqui fica o link:
       http://www.balletdasbonecasrussas.com

28 de março de 2009

28 de março de 2009

Um país de doutores, já se ouve desde há algum tempo. Mas eram os dr., os licenciados; agora parece que a doutorite é outra.

Os politécnicos são obrigados a ter um mínimo de 15% de docentes doutorados e a outra parte, até 50% de especialistas, mas “as condições para estes especialistas são tão difíceis, que é mais fácil ter doutorados”, dizem fontes académicas.

in DN

Não é que eu conheça muito sobre o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior ou do Título de Especialista (referências no fim, para quem estiver interessado). Parece-me um pouco absurdo que se queiram professores dedicados, mas que tenham também uma carreira profissional paralela, numa qualquer outra actividade. A verdade é que acho estranho que seja mais fácil doutorar pessoas, do que encontrar os ditos especialistas. Isto para o ensino superior politécnico.
Mais uma vez o This American Life. Desta feita, oiça-se o Acto Um do episódio 376.
[1] – http://devel.mctes.pt/archive/doc/RJIES_0.pdf
[2] – http://www.snesup.pt/htmls/_dlds/Regime_juridico_titulo_especialista.pdf
[3] – http://www.ipl.pt/politecnia/n16/tribunalivre.pdf

28 de março de 2009

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