October 28, 2004

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October 28, 2004

6 thoughts on “(Português) NoMoney

  1. João Zun says:

    É uma ideia interessante, quem sabe aplicável, mas talvez também viesse a criar novas formas de escapar ao controlo fiscal mais facilmente. Imagina que um grupo de hackers, ou mesmo o Governo, se quisermos entrar em teorias da conspiração, criavam uns cidadãos “virtuais”, com esses números únicos. Haveria maneira de provar que não existiam? Essas pessoas virtuais poderiam servir para lavagem de dinheiro, por exemplo. Uma centena de cidadãos virtuais poderia servir para fazer transferências, compras, pagamentos de serviços, etc., que na verdade seriam transferências ilegais, subornos, o que fosse preciso.
    O fim do dinheiro físico parece assustador neste momento, deve ser aquela segurança de tê-lo na mão, lol. Acho que uma nota de 5€ dá mais segurança a algumas pessoas que um cartão de crédito douradinho 😉
    O teu sistema passava por uma uniformização que poderia facilitar muito a vida das pessoas em termos burocráticos e não só, mas também potenciava um maior controlo de cada cidadão pelo estado ou por quem apanhasse esses dados, e essa hipótese iria levantar grandes polémicas. Será que devemos comprometer a nossa liberdade para termos uma vida mais fácil?

  2. As questões são mesmo essas: 1. será que traria mais facilidade em criar falsificações ou embustes? ou seriam tão prováveis quanto hoje a falsificação de um BI?
    Relembro que hoje, se alguém falsificar um BI ou uma carta de condução, ou mesmo uma nota, é muitas vezes difícil verificar se é falso ou não (para o cidadão comum, ou lojista, ou comerciante). Neste caso, o número único só seria emitido pelo Estado e sempre que fosse utilizado, graças à internet e às redes, qualquer pessoa com autorização suficiente poderia ver se é válido ou não (e depois, p.e. ligar a características biométricas do portador desse número, para não só se provar que o número é autêntico, como verdadeiramente pertença de quem o apresenta).
    2. será que este tipo de registos iria condicionar a nossa liberdade? é verdade que a sistematização o iria permitir mais facilmente, mas será que seria possível criar sistemas suficientes de protecção de dados? Um exemplo: nos dias de hoje os bancos poderiam seguir todos os nossos dados bancários e fazer marketing directo vendo caso a caso aquilo que nós depositamos. Ou mesmo aceder criminosamente aos nossos dados e chantagear clientes (um funcionário corrupto, p.e.). Mas isso acontece? Até agora nunca vi…

  3. android says:

    só para deixar um olá.
    *

  4. João Silva says:

    Mas só uma coisa! Qual é a relevância de haver ou não número único?! Qual é a influência que isso também na existência apenas de cartões de crédito? O teu modelo sofre alguma alteração se em vez de número único se precessar tudo como agora, à excepção do dinheiro?

  5. Olá! Temos andado longe um do outro…

  6. Se quisermos infomatizar tudo e ter todos os registos ligados em rede, em última análise, é indiferente haver ou não número único, porque se pesquisasse o teu BI, logo saberia o nº da carta de condução, ou o nº de segurança social. Mas então para quê ter números distintos? Mais vale a pena ter tudo junto. Poupa-se tempo, confusão e burocracia.
    Não, o meu modelo não mudaria se se processassem as coisas como agora se faz, caso tudo estivésse ligado em rede. O problema é que hoje pouco ou nada está.

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