1 de julho de 2005

1 de julho de 2005

23 de junho de 2005

Parado um bocadinho. Já volto.

23 de junho de 2005

15 de junho de 2005

15 de junho de 2005

8 de junho de 2005

8 de junho de 2005

22 de maio de 2005

Palhaçada em torno da Guerra das Estrelas

22 de maio de 2005

18 de maio de 2005

Who made life a poem,
such a hard riddance?
Who wanders through it
carving but meanders?
Is it a question?
Or is it life?
Are they both the same,
We, mislead by the name?

18 de maio de 2005

17 de maio de 2005

No Dubai começou já a construção do Burj Dubai, a torre do Dubai, que, com o valor final da altura ainda em segredo, será certamente superior a 700m, passando para o primeiro lugar dos edifícios mais altos do mundo, mas passando também a ser a mais alta estrutura alguma vez construida por humanos.

A minha fixação por edifícios grandes não é apenas uma mera obcessão. Em primeiro lugar, em termos arquitectónicos, quando bem feitos, são obras belíssimas e geralmente, apesar da desproporção, enquadram-se bem. Já o disse aqui várias vezes e continuo a afirmar que em Lisboa o contraste entre o velho e o novo, o baixo e o alto, com as colinas e alguns dos edifícios históricos como fundo, funcionariam perfeitamente em termos estéticos. Mas isto é a parte que diz respeito à subjectividade do gosto que é concerteza muito discutível, não obstante eu achar que o meu gosto é, na generalidade dos casos, igual ou melhor que o dos outros, modéstia à parte.
Quanto à funcionalidade, há duas questões, uma a funcionalidade prática, como volumetria de habitação e espaço comercial, e outra como a utilidade estética. Vejamos a segunda: ora, qual é a utilidade de um David do Miguel Ângelo, de uma Mona Lisa ou de um Mosteiro do Jerónimos? À parte deste último,que ainda hoje cumpre funções de igreja (já não tem o convento, mas tem um museu e meio), são exemplos de obras de magnificência humana, que servem sobretudo pela sua beleza. São referências mundiais, que permanecem ao longo dos tempos. E são ainda motivo de particular interesse de muitos e muitos turistas que fazem quilómetros para os ver.
Não se enganem, um bom edifício é motivo de muitas viagens só por si (veja-se o caso do Guggenheim de Bilbao) e o facto de um edifício ser o (dos) maior(es) do mundo é gerador de curiosidade per si.
Um bom edifício (ou conjunto de) pode ser regenerador de áreas, sejam elas limítrofes e pouco urbanizadas (como o caso da Expo, embora eu não concorde com tudo o que lá se faça), ou o caso do CCB, ou as torres gémeas de Lisboa. Claro que um edifício não é só as suas paredes, mas o que dentro delas se faz, caso dos Armazéns do Chiado que pela localização, história, acessoas e função comercial, consegui dinamizar uma zona morta de vivências.
O caso da Manhattan de Cacilhas/Torre Biónica é, a meu ver, paradigmático: que melhor forma de aproveitar esse grande oceano que é o estuário do Tejo que, nos tempos que correm, sejamos francos, separa mais do que une as margens do Tejo.
Claro que há coisas mais importantes para se resolver, como certamente o havia no tempo do Miguel Ângelo quando ele esculpiu o seu David. Mas digam-me, que ficou do reinado do D. João V para a posteridade? Não que seja douto em história, mas pouco mais me lembro que o Convento de Mafra e o Aqueduto das Águas livres. E tal era a quantidade de Diamantes e dinheiro das Roças que vinham do Brasil

17 de maio de 2005

17 de maio de 2005

Nana, expressas o que nos vai na alma!

in Capital

17 de maio de 2005

8 de maio de 2005

Para quem perdem um grande espectáculo.

Descarreguem a entrevista aqui. Agradecimentos à produção da imagem: João Paulo Silva.

8 de maio de 2005

4 de maio de 2005

Desde há algum tempo para cá que a polémica dos casamentos entre homosexuais está em cima da mesa, especialmente porque agora Espanha, um país latino, resolveu adoptar a medida já em vigor em alguns dos países do norte da Europa, tradicionalmente mais liberais e mais “protestantes”.
Ora em primeiro lugar, acho que há duas questões a separar, que têm sido confundidas de parte a parte. Uma coisa é o casamento religioso, outra coisa é o casamento civil. Enquanto o casamento religioso é visto como um sacramento, uma união abençoada por Deus e regulamentada pela igreja, é o casamento civil que dita os efectivos direitos legais do matrimónio. Ora esse casamento civíl não é mais que um contrato celebrado entre duas pessoas que prometem obedecer-se, apoiar-se e viver mutuamente e comunhão de bens, vivências, problemas, direitos e deveres. Penso que para os homossexuais, neste momento, é prioritário o reconhecimento do casamento civil, porque é ele que aos olhos da lei os reconhece como casados e lhes consagra os direitos legais, tornando-os efectivamente iguais neste aspecto aos restantes cidadãos.
O segundo problema é a resolução da questão ideológica da igreja: o casamento terá apenas de ser entre pessoas de sexo diferente? Porquê? É a celebração e comunhão do amor entre duas pessoas, ou a procriação é um requisito? Então e no caso de casais estéreis?
O problema do casamento religioso será infinitamente mais difícil de resolver, mas isso não impede de o casamento civíl ser permitido. Efectivamente, que mal é que terá, mesmo para os mais religiosos? Não é tão grave como um casamento entre heterossexuais apenas pelo cívil?
O único ponto que para mim pode ser motivo de contestação, ou pelo menos de mais estudo e reflexão, é a questão da adopção. Não é assim tão linear. Mas o casamento poderá ser legalizado com este ponto em suspenso para alturas posteriores. Não será até talvez melhor, dando tempo suficiente para as coisas irem assentando?

4 de maio de 2005

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