13 de fevereiro de 2006

Hoje de manhã saí de casa com o chapéu posto. Chuviam bigornas como Deus as dava. E é aquilo é perigoso! Nestes dias os preços dos hamburguers estão estupidamente altos. É a crise, dizem uns. Eu acredito que as pessoas ainda não a sentem como deve ser. Os hamburguers são apenas o começo; depois virão os piaçabas, mais tarde as Ape 50 e por fim o 605 forte a preços incomportáveis. A minha renda de casa subiu dez euros e vinte três cêntimos. Para quem já paga doze ponto vinte e dois é um ultraje! Logo à noite vou desancar a senhoria, com uns capangas que contratei junto ao Mezcal sábado à noite. O telefone que me deram não funciona, mas estou confiante que eles vão aparecer. Já tratei de arranjar uma moca de rio maior e de decorar as falas do carrasco do William Wallace no filme Braveheart.
No trabalho, uma infestação de formigas. Achei estranho elas serem brancas e rosas, mais ou menos na proporção de duas brancas por cada rosa. Ainda assim, fomos obrigados a trabalhar; ao que parece o veneno dos insectos não era muito perigoso.

Nota: aos mais distraídos, isto é FICÇÃO! =)

13 de fevereiro de 2006

7 de fevereiro de 2006

»»»» POST EXCLUSIVO
Confesso que fiquei sensibilizado pela atenção que me deram e pela preocupação que manifestaram. Mas eu próprio fiquei perplexo e logo a seguir bastante divertido com a comicidade da situação (obrigado Marta!). Portanto…

A ELSA ESTÁ BEM DE SAÚDE E RECOMENDA-SE

Agora… olha que realmente! Onde é que nestas palavras, vocês foram desencantar que a Elsa era a mesma?

Gostávamos um do outro e as palavras que a pequena Elsa timidamente libertava não só nos aproximavam, como nos davam uma alegria difícil de explicar.

Virgem Santíssima, realmente, a Elsa não tem dois metros, mas, mas, mas… Seguinte: mais adiante no post, quem morre não é a Elsa, mas sim a pessoa de nome omisso, sobre quem o sujeito da história elabora um pensamento.
E dois dias depois eu ia alegremente gravar podcasts?! Andam vocês a tirar doutoramentos!
😛

7 de fevereiro de 2006

7 de fevereiro de 2006

bbc O Petróleo e o seu fim. Um documentário, de 2004, que a meu ver traduz muito bem um problema grave para a América, o maior consumidor de petróleo do mundo. A crise da dependência de petróleo será (ou está a ser?) mundial, mas os americanos em particular têm um problema maior: o seu modo de vida, algo que nós não temos a consciência do que é, ou pelo menos da importância do petróleo nele, porque vivemos do lado de cá do Atlântico. Além disso, a curiosa explicação da teoria do pico de produção, assim como a revelação do pouco esforço que está a ser feito na procura dos substitutos do petróleo, ou na minimização do seu consumo até os substitutos aparecerem.

7 de fevereiro de 2006

5 de fevereiro de 2006

O fenómeno do phishing (roubar dados criando sites falsos) anda bem por aí. E será que funciona? Será que os criminosos ganham com isto? A verdade é que cada vez estão melhores, como por exemplo www.millenniumbcp.info. Yep, é mesmo falso. Agora uma coisa: para alguém que se dá ao trabalho de copiar algo tão bem, ao menos aprendam a falar português decentemente!

5 de fevereiro de 2006

2 de fevereiro de 2006

Primeira incursão no mundo da audiofonia digital. Audiofonia? Áudio e fonia? Ok, leve lá a Fónia que eu fico com o áudio: contrabandismo de podcast.

2 de fevereiro de 2006

31 de janeiro de 2006

Não é que as coisas lá em casa estivessem mal. Não, pelo contrário; tínhamos encontrado um equilíbrio bastante saudável e agradável. Gostávamos um do outro e as palavras que a pequena Elsa timidamente libertava não só nos aproximavam, como nos davam uma alegria difícil de explicar. Não sei porque me fui lembrar de ti. Certamente não foste a mulher mais culta que eu conheci. Tinhas um feitio complicado, manias difíceis de compreender e com as quais era difícil conviver. Não eras sequer tremendamente bonita. Mas eras arrebatadora. Quando fomos viver juntos tu e eu sabíamos que não era para sempre, nem sequer por muito tempo. Estávamos determinados a aproveitar enquanto durasse. Lembro-me agora do dia em que preparámos aquele pequeno-almoço juntos, que se prolongou saborosamente até ao almoço. Tinha ido bem cedo de manhã comprar ingredientes deliciosos, iguarias; tu na cama. O sol entrava pelos vidrinhos da janela de madeira da cozinha e dava-lhe um aspecto asséptico e brilhante, mas ainda assim reconfortante. Tudo, mas mesmo, tudo foi perfeito. Do resultado da nossa expedição gastronómica a cada troca de olhares, tudo foi perfeito. Não sei sequer como o descrever; a imagem melhor talvez seja a de ti, a entrares descalça na cozinha, pisando os gelados azulejos brancos e a recostares-te ao balcão de madeira, com o roupão turco branco, que te ficava grande, mas que te envolvia tão delicadamente, quanto os raios de sol que entravam pela janela. Sei que não fui o único que me deslumbrei por ti. Mas sei que fui o mais importante para ti. Não por capricho de vanglória vã, mas porque ouvi o amo-te que inadvertidamente deixaste escapar, quando pegaste na minha mão e olhaste para a oliveira, que estava lá fora, metálica, ao sol, do outro lado da janela. Foi baixinho. Mas ouvi. Não tinhas o direito de morrer. Mesmo que já soubéssemos que não iríamos viver juntos.

31 de janeiro de 2006

26 de janeiro de 2006

Não fui grande admirador d´ “O Homem Que Mordeu O Cão”. Tinha uns aspectos ridículos e engraçados, mas nas piadas não encontrava grande alento. Por outro lado, sou fã da restante parvoice de Nuno Markl. O nonsense sempre foi um dos meus humores preferidos. Mas Markl ainda o faz de maneira diferente: a sua recolha da parvoice pegada, em jeito do Gato Fedorento (suponho que será a escola das Produções Fictícas) é séria e profunda. Ele e Ricardo Araújo Pereira são diferentes, mas no que conheço (que admito possa ser pouco) estão a construir um verdadeiro acervo moderno do ridículo nacional. Ser parvamente cómido deve ser complicado e eles são-no pegando nos bocadinhos da vida, sobretudo na nacional, mastigando tudo, do quotidiano ao profundo. Markl criou Lauro Dérmio, ao mesmo tempo que pôs Cecil B. De Mille a pirlamparar. RAP, a reinterpretação do Zé Povinho.

Ambos e suas equipas, assim como as Produções Fictícias, são responsáveis pela dinamização de muitas áreas da cultura portuguesa. Distingo agora, a novela mexicano-radiofónica Perdidos no Éter, na Antena 3, um género de coisas que há muito estava perdida. Os parabéns aos responsáveis que deixam estes projectos existirem, mas que possam passar aos grandes palcos e que não sejam apenas projectos marginais de alguns loucos que se deixam correr por aí.

26 de janeiro de 2006

25 de janeiro de 2006

Millennium bcp regista lucros recorde em 2005

Os resultados líquidos consolidados do Millennium bcp cresceram 24,2%, para os 753,5 milhões de euros no ano passado, o que representa um máximo histórico, anunciou o banco esta terça-feira em Lisboa.


“Os portugueses são os cidadãos com o moral “mais em baixo” de doze países europeus, revelando-se também os mais inquietos quanto ao futuro, apesar de terem poucas intenções em poupar, revela um estudo europeu.(…)Portugal é também o país onde existe menos intenção de poupar nos próximos 12 meses (3% da população), acompanhando a tendência dos países em análise.”

Não estavamos em crise?

25 de janeiro de 2006

24 de janeiro de 2006

O Mérito de Manuel Alegre



O discurso e a acção de Manuel Alegre tiveram sobretudo dois grandes méritos: o de activar um movimento de cidadania e, mais ainda, de demonstrar que há interesse e vontade que eles existam. Foi uma campanha descolada da máquina partidária em si, e o elan gerado foi a prova de que existe um descontentamento generalizado, profundo e grave com a maneira como a democracia partidária é feita. Sobretudo um sentimento de que não resulta. Cavaco ganhou de forma clara, a meu ver, por a sua imagem estar envolta, além de outras ideias, num mito de independência e distanciamento (verdadeiros ou não) do sistema. E acho também que foram Alegre e Jerónimo que conseguiram que a vitória de Cavaco não tenha sido mais expressiva. Apesar de não serem novos per si, como nenhum o era, Alegre mostrou uma certa irreverência que foi bem acolhida.

O Demérito de Manuel Alegre

Há que ser dito que o movimento de cidadania de Alegre só existiu porque foi chutado pelo Partido Socialista. Talvez seja essencialmente uma questão de fé política, mas o discurso de Alegre não me convenceu. Não que em teoria não seja um dos melhores, especialmente na questão formal de como é feita política, resultando de um movimento aglutinador supra questiúnculas partidárias. Porém nada me garante que a cidadania Alegre não foi mais que uma reacção de raiva ao aparelho PS que o ostracizou. O que é um facto é que Alegre é um cidadão com mais poder que os restantes, é deputado à Assembleia da República e na altura de manifestar a sua voz, como na questão do orçamento, fugiu. E é aí que está a sua incoerência, aquilo que me fez não acreditar na sua boa vontade. Tudo se vai revelar agora: Alegre não vai fazer rigorosamente mais nada. O suposto movimento de cidadania vai diluir-se. Eu exorto para que não, espero que não, mas temo que sim. De facto, um movimento de cidadãos é mais fazível numa eleição presidencial, já por definição não partidária. Mas que voz poderão ter numa eleição legislativa, ou mesmo numa autárquica num fenómeno geral e não localizado? Três anos são muito para um suposto movimento resistir se não tiver uma estrutura organizada e coerente. Ninguém se lembrará de Alegre & Cia. nas próximas legislativas. Não me convencem que esta campanha não foi um hobby e que Alegre vai regressar alegremente à sua cadeira no hemiciclo. Gostava que não.

Se efectivamente resistisse, o tal movimento deveria bater-se por criar um espaço de debate, sondagem de intensões, organização de um plano claro e objectivo e, caso chegasse a conclusões divergentes dos demais partidos (como se supõe, pelo teor do comunicado na campanha), ter a coragem de levar a acção em frente, distanciar-se verdadeiramente da estrutura instalada e mostrar que tem, efectivamente uma proposta alternativa. Acho que o mais importante da campanha Alegre foi mostrar que existe mercado eleitoral para uma alternativa ao sistema actual. E se política da tecnocracia economicista da combinação Governo-Presidência da República não resultar (que, infelizmento, acho que não vai resultar por Sócrates não ir tanto ao fundo quanto seria possível e Cavaco eventualmente vir a ter pouco poder – espero estar enganado), esse mercado alargará seguramente muito. E aí, para além de um bom plano (que não havia), o discurso patriótico – mesmo mais que discurso, verdadeiro apelo e involvência, – um tal movimento cívico poderá vir a tornar-se uma real alternativa. Mas acho que Alegre não o fará.

24 de janeiro de 2006

23 de janeiro de 2006

People just don´t want to admit luck plays a very important role.

“Matchpoint”, non ipsissima verba

23 de janeiro de 2006

"