11 de outubro de 2005

9 de outubro de 2005
Várias discussões tive, no últimos tempos, sobre a qualidade da política que temos e sobre a profunda desilusão que muitos sentem sobre a gestão dos destinos do país. Do pequeno país, ao grande país. Mas que razão temos para criticar os políticos que temos, quando elegemos ladrões, corruptos e foragidos com maioria absoluta. É o político ou o povo que está podre?
9 de outubro de 2005

O PS Cascais não fez rigorosamente nada pela Campanha. Mesmo nada. Mas os jotas estão divertidos!
7 de outubro de 2005
O mais chocante disto tudo não é haver quem vote neles e os apoie. É o resto da República, em que nós nos incluimos, não conseguir fazer ver os que neles votam, o que aqueles tipos realmente são.
6 de outubro de 2005
Depois de uns meses arredado da blogoesfera, cá volto, de cara lavada. Ainda não está tudo pronto. Ainda faltam umas coisitas. De qualquer maneira, digam de vossa justiça. E se alguma coisa funcionar mal, digam também!
18 de maio de 2005
Who made life a poem,
such a hard riddance?
Who wanders through it
carving but meanders?
Is it a question?
Or is it life?
Are they both the same,
We, mislead by the name?
17 de maio de 2005
No Dubai começou já a construção do Burj Dubai, a torre do Dubai, que, com o valor final da altura ainda em segredo, será certamente superior a 700m, passando para o primeiro lugar dos edifícios mais altos do mundo, mas passando também a ser a mais alta estrutura alguma vez construida por humanos.

A minha fixação por edifícios grandes não é apenas uma mera obcessão. Em primeiro lugar, em termos arquitectónicos, quando bem feitos, são obras belíssimas e geralmente, apesar da desproporção, enquadram-se bem. Já o disse aqui várias vezes e continuo a afirmar que em Lisboa o contraste entre o velho e o novo, o baixo e o alto, com as colinas e alguns dos edifícios históricos como fundo, funcionariam perfeitamente em termos estéticos. Mas isto é a parte que diz respeito à subjectividade do gosto que é concerteza muito discutível, não obstante eu achar que o meu gosto é, na generalidade dos casos, igual ou melhor que o dos outros, modéstia à parte.
Quanto à funcionalidade, há duas questões, uma a funcionalidade prática, como volumetria de habitação e espaço comercial, e outra como a utilidade estética. Vejamos a segunda: ora, qual é a utilidade de um David do Miguel Ângelo, de uma Mona Lisa ou de um Mosteiro do Jerónimos? À parte deste último,que ainda hoje cumpre funções de igreja (já não tem o convento, mas tem um museu e meio), são exemplos de obras de magnificência humana, que servem sobretudo pela sua beleza. São referências mundiais, que permanecem ao longo dos tempos. E são ainda motivo de particular interesse de muitos e muitos turistas que fazem quilómetros para os ver.
Não se enganem, um bom edifício é motivo de muitas viagens só por si (veja-se o caso do Guggenheim de Bilbao) e o facto de um edifício ser o (dos) maior(es) do mundo é gerador de curiosidade per si.
Um bom edifício (ou conjunto de) pode ser regenerador de áreas, sejam elas limítrofes e pouco urbanizadas (como o caso da Expo, embora eu não concorde com tudo o que lá se faça), ou o caso do CCB, ou as torres gémeas de Lisboa. Claro que um edifício não é só as suas paredes, mas o que dentro delas se faz, caso dos Armazéns do Chiado que pela localização, história, acessoas e função comercial, consegui dinamizar uma zona morta de vivências.
O caso da Manhattan de Cacilhas/Torre Biónica é, a meu ver, paradigmático: que melhor forma de aproveitar esse grande oceano que é o estuário do Tejo que, nos tempos que correm, sejamos francos, separa mais do que une as margens do Tejo.
Claro que há coisas mais importantes para se resolver, como certamente o havia no tempo do Miguel Ângelo quando ele esculpiu o seu David. Mas digam-me, que ficou do reinado do D. João V para a posteridade? Não que seja douto em história, mas pouco mais me lembro que o Convento de Mafra e o Aqueduto das Águas livres. E tal era a quantidade de Diamantes e dinheiro das Roças que vinham do Brasil
8 de maio de 2005
Para quem perdem um grande espectáculo.

Descarreguem a entrevista aqui. Agradecimentos à produção da imagem: João Paulo Silva.