Um potencial Primeiro-Ministro em campanha deve ser claro e concreto no que diz, deve saber o que quer, de antemão, para o país. Um Primeiro-Ministro com 45% dos votos nas sondagens ainda tem mais responsabilidades. A verdade é que tudo dita que se nada de sobrenatural acontecer, Sócrates será o próximo Primeiro-Ministro e tem a obrigação moral de mostrar mais do que mostra.
A vacuidade do discurso de Sócrates é mais do que óbvia. É escandalosa. Já muitos disseram das caraterísticas alcalinas das suas palavras. Mas o pior é que Sócrates não consegue concretizar nada. Não consegue especificar nada. Não dá um exemplo prático do que quer fazer. E escuda-se em frases como “não podemos antecipar a decisão dos portugueses”. Não é desculpa: a campanha serve exactamente para isso, para prever cenários caso o partido em questão ganha. E para candidato que critica as queixas da pesada herança nada mais faz do que começar as frases com “Porque nos últimos três anos…”
O dr. Santana Lopes é nojento. Ver, como eu vi, cancelar uma entrevista, em frente à senhora jornalista, porque não “fica bem falar de mim, numa altura destas”, é simplesmente detestável. Este é o populismo na sua forma mais selvajem e bolorenta. O dr. Santana Lopes não é mais que uma pastilha de embófia condensada, chorando lágrimas de crocodilo sobre o sódio que lhe há-de consumir a face. Que morra políticamente da forma mais agoniante.
E este agora é enviado pelo telemóvel! A inovação…!
Este é um post enviado por email. Hmmmm… dirão. Que giro.
Mas é! Ainda não fiz o script para colocar imagens, mas quando estiver vai
permitir-me enviar emails directamente do meu telemóvel para aqui. Não é giro?
O servidor põe logo aqui! Tudo. E eu a milhas de um computador!
Quando estiver tudo ok (o que espero que não seja daqui a um ano, com o tempo
que tenho livre…) ponho aqui o código.
Está em curso um grave movimento de degradação da sanidade mental masculina. É sobejamente conhecida a posição do macho sobre o período habitualmente conhecido como o Verão; aparte das Férias, do Sol, da praia, dos Morangos com Açúcar – Férias de Verão e das filas para a Caparica, o que mais importa é, sem margem para dúvidas, a diminuição progressiva da taxa de cobertura da tez feminina. Resumindo: as raparigas andam com menos roupa. Daí advém os já conhecidos efeitos sobre o homem, condensados na frase, em tom de comentário com destinatário não especificado:
(…) Depois não te queixes que foste violada.
Ora é certo e sabido que de há uns não muito extensos tempos para cá, as matrafonas decidiram não olhar às estações do ano. Barrigas à mostra são mais que comuns em era pré-glacial. Meus amigos, há qualquer coisa de estranho. Há certas meninas que inclusivamente andam vestidas da mesmíssima forma estival, cobrindo-se depois com um mísero casaquinho com a espessura de um esquilo atropelado. Isto está a trazer grandes problemas à sempre esquecida comunidade masculina. É que, francamente:
Ninguém acredita que não têm frio;
- Tratam-nos aos homens como objectos sexuais;
- Devem estar a morrer de frio;
- Tiram-nos o gozo todo da espera pelo Verão; e se mesmo assim tivera de ser, então andassem de bikinis;
- Mau mesmo deve ser aquelas aragens gélidas que sobem camisola adentro;
- Por último: há quem devia ser proibido de mostrar a barriga.
Minhas senhoras, in navis administratione alia in secundam, alia in adversam tempestatem usui sunt [Tito Lívio, Ab Urbe Condita 34.6].
Cá está: o logotipo do PSD, como se tem apresentado ultimamente.
.
Também pelos lados do site oficial se diz
A construção de uma marca é o resultado de uma pesquisa apurada. A sua construção obedece a regras precisas, que asseguram o equilíbrio da sua composição. Qualquer alteração das proporções ou mesmo do posicionamento dos seus elementos levará à distorção da sua identidade prejudicando o reconhecimento da Marca. Nesta página encontram-se algumas normas de utilização cuja função é manter a integridade da Marca PSD e o seu reconhecimento.
É um retrocesso. Há anos que sempre que o sr. Santana Lopes fala do PSD se refere a ele como PPD-PSD, portanto agora, por coerência, muda o nome do partido. É a pessoa que está, sobretudo mal. Sá Carneiro morreu. Santana Lopes para lá caminha, a galope.
Deram-me isto na rua. A princípio julguei que era chalaça. Afinal não.

É que o problema é que deixam de dar fartura aos humoristas, porque passam eles próprios a fazer as piadas. Assim não dá.
Was it fate, destiny or chance?
Is it love or just a beautiful dance.
Volta não volta, compro um caderno em branco. A tela perfeita. Acho que nunca cheguei a encher a páginas todas de nenhum deles. A necessidade da novidade às vezes é grande.
Pus-me a rever uns quantos. As pessoas (neste caso eu) dizem cada disparate (não me refiro à frase acima, que considero de brilhante inspiração, como há muito já não tenho).
Post Scriptum (para não ser incriminado de descriminador político): Concordo perfeitamente com um pensamento dum dos melhores filósofos da era moderna, Calvin:
Quando as pessoas são efectivamente bestiais, a franqueza é tomada por bazófia.
Isto após ter andado o tempo todo a dizer que era bestial e alguém lhe ter dito que ele era mas é um convencido de primeira.
Segundo o Público:
Economia chinesa cresceu 9,5 por cento em 2004
Não se enganem: o verdadeiro maremoto ainda está por vir. A China é um verdadeiro pote em ebulição. Quando começar a deitar por fora a sério é que vai ser.
Pior, a China ainda não faz grandes exigências políticas, nem impõe a sua presença, à la EUA, com excepção do Tibete e de Taiwan.
E os chineses não têm nada a ver nem com os Europeus, nem com os Norte-americanos e muito menos com os Sul-americanos, os Africanos, Árabes, Turcos ou Europeus de Leste.
Saíu um novo jornal de distribuição gratuita chamado “Metro”. Um dos seus slogans é a informação não tem preço. Verdade? Não. Claro que não. A boa informação, a informação verdadeiramente útil é muito cara.
Nos últimos tempos temos assistido a um crescer dos supostos meios de informação gratuitos. Primeiro (já há alguns anos) começou com a distribuição do Jornal da Região e mais tarde da Dica da Semana, que embora sejam diferentes um do outro, assumem um claro papel de publicidade não endereçada, com muitos anúncios. Mais recentemente temos visto um aumento deste tipo de jornais sobretudo junto aos meios de transporte (comboios e metros), como o Destak e este Metro, assim como os projectores com programação televisiva que inundam as estações de metro, cortesia da Media Capital.
Ora, estes últimos já têm pretensão, pelo menos visual, de se apresentarem como meios de comunicação mais sérios, sendo que o conteúdo não o é. A meu ver são meios que poderão a curto prazo alcançar um certo poder; veja-se que o Destak passou a diário. Será perigoso? Eu acho que sim.