23 de junho de 2004

Para amanhã.

E não só!

23 de junho de 2004

21 de junho de 2004

Ainda há quem diga que é só um jogo.
Não é só um jogo. É o jogo. É a vida. É o Fado.
E a alegria de ontem à noite prova o como estamos necessitados. O mal não é agarrarmo-nos a estes pequenos momentos. Pelo contrário só faz bem e vale a pena agradecer a quem os oferece.

O que é pena é só termos estes bocadinhos a que nos possamos agarrar.

21 de junho de 2004

17 de junho de 2004

Certo. Todos temos uma bandeira à porta de casa. E isso é mau? Não acho. Pelo contrário. E os motivos?
Os Portugueses geralmente não se juntam em movimentações maciças. É raro. Lembro-me de poucas, no meu tempo de vida. Em algumas mortes, aquando de Timor. E mais? Não sei.
Agora é pelo futebol. Não é que seja necessariamente mau, mas é estranho que pareça que a nacionalidade só está em causa em campeonatos da Europa e do mundo. O pior é que se alguém dissesse para se hastear todos os dias a bandeira nas escolas, ou pô-la dentro das salas de aula, denominá-la-iam de fascista, ou pelo menos de extrema-direita.
Um pouco de patriotismo nunca fez mal a ninguém. Promove a coesão. Mas e quando estamos a ficar sem mar para as pescas? Quando aceitamos que nos retirem cotas de produção agrícola? Quando os nossos infantes têm péssimas classificações nas escolas e ficam atrás do Burkina-Faso nos rankings? Onde é que está a coesão? Onde é que está o brio? Onde é que está o orgulho? E depois diz-se que os americanos são excessivos! Pelo menos são coerentes. Orgulhemo-nos!

17 de junho de 2004

11 de junho de 2004

Tenho andado ausente… Será só por mais um bocadinho.

11 de junho de 2004

21 de maio de 2004

Vou contar uma pequena história, mas primeiro vou enquadrar. Nasci em 1982. Desde sempre fui educado segundo as regras do Catolicismo e sempre acreditei em Deus. Sempre falei com ele. Sempre fui à missa. Não é que considerasse a Igreja como perfeita, mas achava e acho que é a melhor instituição que temos (pesembora muitas falhas) no que diz respeito à interface homens-Deus. E sempre achei que se deveria apostar na Igreja. Quanto a Deus em si… humm. Era um amigo.
Cá vai:

O Homem existe. Cá está ele, à face da Terra. Não descende de Adão. Deus criou o Universo e com paciência e muita mecânica quântica, o que hoje vemos apareceu. O Homem, na sua grande capacidade cognitiva descobriu Deus – ou Deus revelou-se-lhe; também não é o que importa. O que importa é que existe comunicação. E o Homem, por alguma razão é a melhor criação de Deus. Dos poucos a saber o que é o Bem.

Também nunca achei que Deus interferisse directamente no mundo. Apenas guiava, dava conselhos. Jesus? Boa questão. Interferência? Ou aconselhamento?
A questão é que não ponho as questões mais estranhas. Ou antes, considero que elas não têm de ser feitas. Por exemplo, nas guerras, ou mortes, porque é que Deus permite que tal tenha acontecido? Não acho que tais perguntas sejam necessárias. Simplesmente Deus não tem que ver com a situação. Deus é apenas o Bem – e como chegarmos até ele.

E era assim que eu era… Apenas uma questão permanecia ao longo dos tempos: será que Deus deixa de existir se o Homem desaparecer. Estranhamente só me vinha sim à ideia.

E foi aí que… puff. Humm, pensei eu (talvez fruto da minha formação científica). Eu sou feito de pecinhas. Acredito que os meus pensamentos não são mais que moléculas organizadas. Então se são, são replicáveis (em teoria; não digo que executável). Se sim, o que é a réplica? Sou eu! Se sou eu, então não há alma, porque não tem sentido haver duas almas iguais. Se não há alma, não há Deus. E pronto. Só fica uma pergunta por responder: porque é que isto tudo existe.

Deus não é mais que um mecanismo de auto-defesa. Deus é uma criação da mente humana. Deus é uma manifestação da necessidade intrínseca do Bem. Deus é o melhor que nós poderíamos ter inventado.

Fico feliz por as pessoas acreditarem em Deus e tenho alguma pena de eu ter descoberto este mecanismo. E a melhor coisa que posso ouvir é as pessoas que acreditam em Deus dizer que eu estou enganado: quer dizer que o sistema funciona. Assim, não só essas pessoas têm um bestial apoio durante toda a vida, como têm um reconforto para os seus amigos idos, como ainda garantem o seu próprio repouso eterno.
É uma das melhores invenções do Homem. Mas será que é consciente? Acho que para uns sim, mas para a maioria não. Deus é uma ferramenta evolucionária. Deus é a única maneira de não nos auto-destruirmos (humm, parece paradoxal, se calhar). E a prova de que é uma boa arma é que quem ler isto vai dizer que é um disparate. E é por isso que eu vou educar os meus filhos a acreditarem em Deus.

21 de maio de 2004

9 de maio de 2004

Este país nunca terá lugar para as pessoas de mérito porque estão todos ocupados por incompetentes.

9 de maio de 2004

3 de maio de 2004

Eu não gosto de condomínios. Não pelo facto de serem só para os ricos, ou por invejar aquele luxo e conforto. Não… é pelo simples facto de que destroem as cidades tal como eu as concebo.
Há o momento.

E quem o quebre.
Um condomínio é como a falta de lojas nos rés-do-chão de que falei. São ilhas. Isolam os que estão lá dentro do exterior, mas pior, quebram a continuidade dos que estão cá fora. E as ruas deixam de ser sítios de vida, mas meras passagens.
As cidades são bestiais – mas só se pudermos viver nelas.

3 de maio de 2004

28 de abril de 2004

sem querer olhar para trás. deixei-te. dei uma volta. e outra. encontrei-te outra vez. uns acabam outros começam: são assim os capítulos da vida.
não são os teus olhos, nem os teus olhos, teus lábios ou teu corpo. é tudo. e mais. mais alguma coisa. acho que é um bocadinho de perfeição.
e como tudo se liga; quão confortavelmente vives.
ah! é suspirar… bem fundo. e lá estás tu, atrás da porta semi-cerrada, olhando. parece que tens o mundo na ponta da língua. sabes saborear o silêncio, tomar partido da presença.
o melhor são os bocadinhos da vida.
e se se acabassem os e ses?

28 de abril de 2004

23 de abril de 2004

Quando houve a questão da invasão do Iraque, eu, de certa maneira, compreendia a posição anglo-americana. Ou achava que compreendia. À parte das questões petrolíferas (que, é claro, sei que existiam e existem), sempre pensei que esta coligação quisesse mudar as posições estratégicas, contribuindo para a defesa dos seus interesses. E isso podia compreender. Até achar que poderia trazer algum bem ao mundo. Mas nisto entrava a questão do Iraque ser, ou não, uma ameaça. E nisto é que fui enganado.
É claro que aquela ida do Powell às Nações Unidas foi ridícula, mas sinceramente nunca pensei que não houvesse lá rigorosamente nada em termos de armamento e ameaças sérias.
Na altura irritava-me o pseudo-humanismo da França (e ainda me irrita, mas desta vez ficaram a rir melhor…). Mas para mim o pior de tudo é a impunidade dada a estes governantes mundiais que literalmente enganaram e usurparam o mundo e nada lhes é feito ou dito. Pior: o sr. Bush tem sérias possibilidades de ser reeleito.
O que mais me aborrece é ver que nada mudou. A maioria dos políticos continua a só ver o fim do seu mandato e alguns dos seus concidadãos.
E quem sai a perder é o mundo. Todos nós.

23 de abril de 2004

21 de abril de 2004

21 de abril de 2004

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