31 de Outubro de 2003

Vou fazer um declaração social e politicamente incorrecta nos dias que correm: eu detesto o meu pipi. Abomino aquilo.
Agora é cool dizer que se gosta do pipi. Sim, ele tem jeito para aquilo. É um fodilh** do caral** – e riem-se alarvemente.
Se repararem nos comentários, 99% dos leitores que lá os colocam fazem questão de que 99% do conteúdo do comentário seja palavrões e asneiras. O teor dos escritos é tão bom ou melhor como a conversa entre dois camionistas que estiveram seis meses a atravessar um deserto qualquer onde não havia bordel ou qualquer outro meio que lhes pudesse servir o propósito de aliviar o apetite sexual. Depois há aquelas pessoas que dizem: mas não, vai ver bem; ele escreve muito bem e tem muita razão naquilo que diz. expressa-se é de outra forma. Isso também eu quando vou à casa-de-banho!
Não é que dizer uma boa asneira no momento apropriado não seja algo de superiormente realizador – já o dizia o MEC. Eu acho até que é terapêutico. Agora o pipi… francamente. Aquilo é uma mega-masturbação, onde o autor tem o seu recreio e se dá ao luxo de insultar os leitores e tudo o resto – que ainda se põem a especular sobre a sua identidade. O pipi é uma grande manobra de marketing – o livro prova-o – onde alguém, à custa da alarvidade mental de muita gente, vai fazer um dinheirão e onde tem o seu cantozinho de troça dos humanos que habitam o país luso.
(curioso, pode ter sido azar, mas no arquivo desapareceram os posts anteriores a 4 de setembro…. terei que ir comprar o livro para os ler?)

31 de Outubro de 2003