29 de Dezembro de 2003

Há uma expressão inglesa muito boa para determinadas ocasiões. E vou utilizá-la agora: I´m a sucker for emotionally deep movies. Quer dizer: eu gosto imenso de filmes emocionalmente densos. Filmes emocionalmente densos, é disso que quero falar. A expressão inglesa só me serve para transmitir, a quem a sente, uma sensação de algo ainda mais do que apenas gostar. É um apreciar tão forte que nos despe na intimidade e nos coloca numa posição frágil e perturbadora.
Eu gosto de filmes que me agitem os neurónios. Não é preciso serem filmes de grande complexidade, ou inteligência. Esses também são giros, mas não é desses que falo. São filmes, que por vezes, de enredo, até são simples, previsíveis até. Mas têm a capacidade de me fazer sentir humano, de ver que há beleza; até nos tipos que fazem televisão.
E não são só filmes… há livros, músicas, peças de teatro e, sobretudo, pessoas, que me fazem tremer. De sentir que isto vale a pena e de que, se Deus existisse, o Homem seria a sua melhor criação.
Não sei como dizer… a única descrição que me parece válida é a seguinte: pequenos bocados de prazer mútuo, cobertos com um algodão perfumado e leve, a voar, ao sabor do vento. Será que isto faz sentido? É bom estar vivo.

29 de Dezembro de 2003

  • Eu não diria melhor!