3 de Fevereiro de 2004


Longe vai o tempo em que o funcinário público era uma pessoa reverenciada e respeitada. Longe vai o tempo em que uma carreira de funcionário público não significava apenas uma vida estável e relativamente confortável, mas também um serviço, uma dedicação ao comum. Não faço dos antigos servidores do Estado heróis da causa, mas o sentido de dever, parece-me, que era bastante maior.
E agora? Agora, ser funcionário público é quase motivo de segregação – é sinónimo de pária, parasita e preguiçoso.
Há que acabar com tudo isto. Para bem dos próprios funcionários e para bem de todos nós. Há que perceber que por se servir um empregador que não despede (em princípio!) não é motivo para desleixo, assim como não o é, o facto de se receber menos. Se existem o trabalho e as razões, que se reivindique o que é justo, e não por antiguidade apenas. Há que perceber que servir o Estado é uma contribição para os outros. Há que perceber que quem serve o Estado é contribui para nós todos. Há que perceber que sem um Estado funcional não há país que funcione.

3 de Fevereiro de 2004

  • Ricardo Ramalho

    Olá,
    Eu actualmente trabalho numa camara municipal o que me faz funcionário público. Diz-se muito disparate acerca dos funcionários públicos; sendo grande parte falácias! Se alguns são eventualmente bandalhos, isso não implica que os outros sejam todos. Preguiçosos há em todo o lado….
    Diz-se muito disparate acerca dos funcionários públicos. Mas poucos sabem realmente do que estão a falar..
    Inté,
    Ricardo

  • É uma insinuação?! =)