23 de Abril de 2004

Quando houve a questão da invasão do Iraque, eu, de certa maneira, compreendia a posição anglo-americana. Ou achava que compreendia. À parte das questões petrolíferas (que, é claro, sei que existiam e existem), sempre pensei que esta coligação quisesse mudar as posições estratégicas, contribuindo para a defesa dos seus interesses. E isso podia compreender. Até achar que poderia trazer algum bem ao mundo. Mas nisto entrava a questão do Iraque ser, ou não, uma ameaça. E nisto é que fui enganado.
É claro que aquela ida do Powell às Nações Unidas foi ridícula, mas sinceramente nunca pensei que não houvesse lá rigorosamente nada em termos de armamento e ameaças sérias.
Na altura irritava-me o pseudo-humanismo da França (e ainda me irrita, mas desta vez ficaram a rir melhor…). Mas para mim o pior de tudo é a impunidade dada a estes governantes mundiais que literalmente enganaram e usurparam o mundo e nada lhes é feito ou dito. Pior: o sr. Bush tem sérias possibilidades de ser reeleito.
O que mais me aborrece é ver que nada mudou. A maioria dos políticos continua a só ver o fim do seu mandato e alguns dos seus concidadãos.
E quem sai a perder é o mundo. Todos nós.

23 de Abril de 2004

  • Ricardo Ramalho

    “A Democracia é má. Mas é o melhor dos males”
    Já não me lembra quem disse isto na altura da segunda guerra mundial, nem sequer se foram estas as exactas palavras… Mas se calhar agora percebe-se o que o homem queria dizer…
    Ricardo