31 de Julho de 2004

O Público traz hoje uns excertos do estudo de impacto ambiental do túnel do Marquês. Passo a mostrar os relevantes:
Em dias de semana, estima-se que cerca de 15 mil automóveis vão entrar no túnel, a partir do viaduto Duarte Pacheco.
Em cada ano, os cidadãos economizarão 300 mil horas hoje perdidas nas filas de trânsito naquela zona. Isto representa 1,8 milhões de euros por ano em salários e 7,3 milhões a mais para o produto interno bruto.
Partindo do princípio que hoje há naquela zona sensivelmente a mesma quantidade de veículos que por lá passarão (15 mil) e assumindo 230 dias úteis de trabalho por ano façamos as contas. Dividindo o número de horas pelo número de veículos temos que cada veículo poupa por ano 20 horas, ou seja 0,087 horas por dia, que convertendo em minutos dá: 5,2.
Bolas! É obra! Quem diria que conseguir que os trabalhadores lisboetas que entram na cidade pelo viaduto Duarte Pacheco cheguem 5 minutos mais cedo ao trabalho levaria ao incremento de 7,3 milhões de euros do PIB. Para comparação em 2002 foi gasta em prevenção de fogos florestais a seguinte verba: €3.152.644,00 em infra-estruturas florestais, €1.459.466,00 vigilância móvel motorizada, €170.162,00 em vigilância aérea e €2.848.081,17 em sabadores florestais o que totaliza o montante de €7.630.353,17, ou seja, 7,6 milhões de euros. O Sr. Primeiro-Ministro é um visionário: chegar mais cedo ao trabalho em Lisboa permite proteger a floresta!
Agora imaginem lá o rico que não ficávamos se todos nós chegássemos ao trabalho 5 minutos mais cedo. Ainda para mais no Porto, que lá é que se trabalha!

31 de Julho de 2004

  • Ricardo Ramalho

    lol.
    Desmontaste a cena bem! 😉
    Ricardo