2 de abril de 2006

Este verão, quando ainda não tinha férias, vi crescer o jardim do Arco do Cego. Boa iniciativa. Aquilo ficou mesmo bem, pelo menos a primeira fase. Tirando o facto de terem retirado toda a relva que tinham semeado e regado exaustivamente a horas de intenso calor, num verão de seca brutal, por estar a crescer devagar demais para as eleições que se avizinhavam em Setembro e a terem substituido por tapetes de relva já crescida, tirando isso, tudo bem! Que é o desperdício de dinheiro e água quando se pode ter um jardim tão bonito inaugurado a tempo de eleições.
O jardim está bestial. Vão vê-lo e disfrutá-lo. Agora, pensei, só faltam quatro anos para acabar a 2ª fase. A fase em que, segundo os lindos taipais que lá estão, vai ser feito um jardim coberto na antiga estrutura eiffeliana da gare.
Ora, não é meu espanto quando vejo aturados trabalhos a decorrerm sob a estrutura metálica. Queres ver que ainda pode haver fé no Homem Político? E quando passava por aquilo que eu pensava iria ser a futura entrada do jardim coberto.
– “Hey, isto não é entrada de jardim… Para que tem um jardim uma entrada em alcatrão debruado a linhas amarelas? Queres ver…”
Dou a volta e espreito pela janela. Oh! Um lindo e novo parque de estacionamento. E coberto!

2 de abril de 2006

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