27 de Março de 2008

Já lá vão uns dias valentes, mas só agora deu para comentar a defesa da missa em Latim, que o Pedro Mexia colocou no seu blog. Percebo-o, mas neste caso não percebo.
Não entendo como se pode querer que a missa seja usada como ritual sem a palavra. Eu não vou à missa, aliás, nem sequer acredito, mas não creio que faça sentido a cerimónia do ponto de vista puramente mecanístico. Penso, aliás que seja um retrocesso, na grande maioria dos casos.
No entanto, percebo perfeitamente a necessidade de rituais. Já aqui o tinha dito, a propósito do 25 de Abril. Sou um defensor da solenidade, do ritual como evento marcador de passo. Marcar os passos da vida. Acho que é preciso, que contribui para distinguir-nos de entre o banal, do passageiro. Celebrações sem terem de ser festas, pausas para meditar e valorizar, pausas para observar. Os rituais fazem-nos olhar para o agora e para o antigamente e ajudam a preparar um futuro. Os rituais criam referências temporais.
Acho até que se devem criar novos rituais, para situações novas, ou para reformular outros. O melhor exemplo para mim é o casamento, que, para os não religiosos, é um ritual insípido, deprimente e sem identidade. E poderia dar mais, mas por hoje fico-me por aqui. Digo apenas que acho que a missa deve ser um ritual, mas não acredito que na maioria dos casos o latim faça da missa o ritual que ela deveria ser.

27 de Março de 2008

  • Olá Francisco,
    só te queria dizer que leio o teu blog e gosto bastante, tenho-o no meu google reader. Perdi-te o rasto depois de te ter encontrado uma vez aqui pela net. Sou a Maria Inês do St. George’s. Enfim, fico feliz de saber que estás nos EUA a estudar mais, apesar de obviamente sabermos pouco ou nada das vidas um do outro.
    Um beijinhos
    I.