26 de novembro de 2004

O túnel em questão é rodoviário, nada tendo a ver com a construção de uma linha de metropolitano aérea ou subterrânea. (…) Tal túnel não se destina a ser utilizado exclusiva ou principalmente para transporte de passageiros.

Não se verifica por isso o fundamento jurídico invocado no acórdão recorrido para manter, ainda que parcialmente, as providências cautelares decretadas pelo Tribunal Administrativo e Fiscal [TAF] de Lisboa.
Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que levantou o embargo das obras do túnel

Não entrando no tema da validade do túnel em si, esta decisão é ridícula, ou é simplesmente idiota? …não se destina a ser utilizado exclusiva ou principalmente para transporte de passageiros? Então é principalmente para o transporte de quê? Galinhas?

26 de novembro de 2004

23 de novembro de 2004

Eu vou boicotar o acordo ortográfico. Se entrar em vigor, como dizem que está a um passo de acontecer (apesar de ter sido firmado à 14 anos) eu vou boicotar. Sim, eu sei, houve alguém que deixou de escrever Pharmacia para escrever Farmácia, mas eu recuso-me a escrever ótimo, fato, vetor, seção em vez de óptimo, facto, vector e secção. Pode ser uma posição conservadora, mas nisto vou fazer os possíveis para não mudar!

23 de novembro de 2004

18 de novembro de 2004

Deste muito pequenino que oiço que é preciso fazer reformas. É urgente reformarmos o modo de funcionamento de vários pedaços do nosso país por forma a sermos mais eficazes, mais eficientes e que todos possam ter uma vida melhor. Portanto, oiço a coisa desde há cerca de 15 anos. E não me lembro de ver nenhuma que (salvo raras excepções como as vias públicas) que tenham funcionado como deve de ser (e isto quando foram implementadas). Será que não há ninguém com tomates?

18 de novembro de 2004

16 de novembro de 2004


Esta é a bandeira da União Europeia proposta por Rem Koolhaas (arquitecto de renome mundial, projectista da Casa da Música, no Porto). É, sem dúvida, polémica. Mas eu gosto.

16 de novembro de 2004

15 de novembro de 2004

15 de novembro de 2004

14 de novembro de 2004

Pedro Santana Lopes manifestou hoje a intenção de continuar à frente do Governo até 2014, para poder dizer, como Cavaco Silva, que o PSD mudou Portugal.

in Público

Há pessoas com mesmo muita piada…

14 de novembro de 2004

7 de novembro de 2004

Vindo de A Praia:

This is a column about why people should vote, however disaffected or pessimistic they may find themselves. (…) What is dangerous about the sanctimonious withdrawal from the political process (and it can be extraordinarily priggish – think of the lofty vanity with which people declare that they can find no one «worthy» of their vote) is not that it marks the death of idealism but the birth of a fantasy about what democratic politics might mean. And that fantasy (…) may be more easily satisfied by seductive dreams than by the dull pragmatism of political compromise.
The argument for voting, then, is not that it is somehow magical or noble or even that it is a personally satisfying thing to do. It is not that we have some ritual duty to keep the flame of democracy burning or that by not voting we sully the memory of the war dead. It is precisely the opposite – that it is such a modest and, in some respects, unsatisfying act of discrimination. (…) However unhappy we are with the choices we have to make, however futile the action feels to us, it remains a deed as opposed to an idle hope. You cross a ballot paper not your fingers.
(…) I will be voting Labour today – not because I believe they will usher in a New Jerusalem (a new tow project that has been cancelled along with Clause Four), nor because I found anything congenial in the craven tactical retreats of Mr Blair’s campaign (though he has offered me the unusual experience of voting for a politician in the profound hope that he has been lying to the country), nor even because I would particularly want to be identified in anyone’s mind as a «Labour supporter», with the whole set of assumptions that follow from the label. I’m voting for Labour because I think they are preferable to the xenophobic, exhausted and morally bankrupt government we have endured for too long.
Only children think of the world as perfect or «all-spoiled»; adults have to come to terms with greyer shades of meaning. And while I don’t really believe the distinction between Labour potential and Tory actuality is a narrow one, even if it was virtually indistinguishable it would still be worth making a mark in support of the bad rather than the worse. In a rather literal sense it is the least we can do.
[Thomas Sutcliffe, Guardian, 1.5.1997]

7 de novembro de 2004

6 de novembro de 2004

polaroid (c)TIME
Factos são factos e os factos são estes: a população dos EUA é de cerca de 290 milhões de pessoas; Bush alcançou a vitória com 59.459.765 votos contra 55.949.407, ou seja, 51% contra 48% do total de eleitores; em 2000 Bush alcnçou a vitória com 50.456.169 votos contra os 50.996.116 votos de Al Gore, o que em percentagens de votantes significa um empate de 48% para ambos os candidatos.
Isto significa que, este ano, votaram cerca de 15% mais pessoas que em 2000, mas que a América continua practicamente na mesma: bipolarizada. Os meios de comunicação têm tratado o resultado como um êxito retumbante de Bush, mas no fundo os cidadãos americanos continuam divididos sensivelmente a meio. Este ano a balança tombou um pouco mais para o lado Republicano, evitando a reedição do embroglio de há quatro anos. Mas mais um pormenor: permitiu também aos Republicanos tomarem o controlo do Senado e da Câmara dos Representantes.
Muito se tem dito sobre a lavagem cerebral que a administração Bush tem feito aos americanos, para os manter sobre o constante medo da ameaça terrorista e manter presente a necessidade extrema de segurança, legitimizando assim as políticas dos últimos quatro anos. No meu entendimento da maior parte dos comentários aos resultados, é este o motivo que é considerado responsável pela vitória de Bush. Mas se assim foi há uma questão pertinente? Porque razão é que essa pressão só resultou sobre os mesmos cinquenta por cento que já haviam votado há quatro anos. É que embora Bush tenha tido uma ligeira vantagem este ano, a percentagem é a mesma – e as eleições, pelas dimensões que tomam, são a melhor amostra estatística que há.
Vendo bem os mapas, Kerry ganhou, sobretudo no litoral. É interessante ver como em estados como o Texas, que os condados que elegeram Kerry são os mais pertos do mar, ou no Mississipi, os mais pertos do rio homónimo. Do mesmo modo, estados como a Califórnia, ganha por Kerry, os condados que mais votaram Bush são os do interior.
No litoral estão as cidades, o centro priveligiado da informação e do controlo económico. No interior, os meios rurais. Pouco interessam por esses lados os problemas sócio-económicos. Interessa a moral e a religião, e a guerra. E Bush defende-as a ambas. Análise muito redutora?
A questão é que Bush não conseguiu convencer muitos mais do que aqueles que já tinham votado nele, mas foram os suficientes.
Será por isso? Serão estas as razões? E porque é que o interior amricano pensa dessa forma. E é o interior americano que dá força à América dos dias de hoje?

6 de novembro de 2004

2 de novembro de 2004

Já vi que existem alguns problemas de visionamento da página em Internet Explorer. Hummmmm. Assim que puder resolvo!

2 de novembro de 2004

2 de novembro de 2004

O Tanto País tem casa nova. Como disse na morada anterior:

Depois de mais dum ano nesta bela casa, este blog vai dar uma volta. Vai para outro sítio. Tenho que agradecer à equipa do Weblog.com.pt. Para onde vou, agora, vou estar sozinho, sem esta comunidade blogueira à volta. Mas é por uma boa razão: para poder dar asas à imaginação. Portanto, é só mesmo mudar de sítio. Agora é aqui https://blog.scheeko.org. Está lá tudo o que aqui está. Mas de cara lavada. Espero que continuem a visitar. Eu vou continuar a escrever.

Porventura ainda haverão falhas no novo site. Umas sei-as eu e corrigirei. As outras, façam favor de as apontar!

2 de novembro de 2004

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