4 de maio de 2005

Desde há algum tempo para cá que a polémica dos casamentos entre homosexuais está em cima da mesa, especialmente porque agora Espanha, um país latino, resolveu adoptar a medida já em vigor em alguns dos países do norte da Europa, tradicionalmente mais liberais e mais “protestantes”.
Ora em primeiro lugar, acho que há duas questões a separar, que têm sido confundidas de parte a parte. Uma coisa é o casamento religioso, outra coisa é o casamento civil. Enquanto o casamento religioso é visto como um sacramento, uma união abençoada por Deus e regulamentada pela igreja, é o casamento civil que dita os efectivos direitos legais do matrimónio. Ora esse casamento civíl não é mais que um contrato celebrado entre duas pessoas que prometem obedecer-se, apoiar-se e viver mutuamente e comunhão de bens, vivências, problemas, direitos e deveres. Penso que para os homossexuais, neste momento, é prioritário o reconhecimento do casamento civil, porque é ele que aos olhos da lei os reconhece como casados e lhes consagra os direitos legais, tornando-os efectivamente iguais neste aspecto aos restantes cidadãos.
O segundo problema é a resolução da questão ideológica da igreja: o casamento terá apenas de ser entre pessoas de sexo diferente? Porquê? É a celebração e comunhão do amor entre duas pessoas, ou a procriação é um requisito? Então e no caso de casais estéreis?
O problema do casamento religioso será infinitamente mais difícil de resolver, mas isso não impede de o casamento civíl ser permitido. Efectivamente, que mal é que terá, mesmo para os mais religiosos? Não é tão grave como um casamento entre heterossexuais apenas pelo cívil?
O único ponto que para mim pode ser motivo de contestação, ou pelo menos de mais estudo e reflexão, é a questão da adopção. Não é assim tão linear. Mas o casamento poderá ser legalizado com este ponto em suspenso para alturas posteriores. Não será até talvez melhor, dando tempo suficiente para as coisas irem assentando?

4 de maio de 2005

25 de abril de 2005

Aqui está o novo projecto encomendado a Santiago Calatrava (o arquitecto de, entre outras coisas, a Gare do Oriente) para Nova Iorque:

Só cá é que de arranha-céus… nada!

25 de abril de 2005

17 de abril de 2005

Para muitos de nós Benfiquistas, há duas semanas a expressão era: “Queres ver que ainda ganhamos isto?!” Ai ai, o Benfica meteu-se em apuros. E o grande problema é que agora já não dependemos de nós próprios. Não… É que há duas semanas só dependíamos de nós. Se perdessemos, mesmo que os outros ganhassem, bem… o primeiro lugar estava garantido; não dependia de nós. Agora já não…

17 de abril de 2005

15 de abril de 2005

O que é que é o melhor da vida? Ha! Wouldn´t you like to know it. Será que alguém sabe? Será o dinheiro, ou a saúde? Será o trabalho ou a preguiça permanentes? Será uma mistura em partes iguais de tudo isso?
I actually never understood the concept of a reasonable thought answer, written as a creative and expressive text, while in a deep, emotional, mind state of affairs. Is it that the geniuses pour the contents of their mind into the world as a torrent of creativeness?.
Acho que o trabalho é tudo. Ninguém criará nada de jeito sem trabalho. E é muito difícil competir com quem trabalha incansavelmente. Ler, ler, aprender, saber, conhecer, estudar, planear e executar. E há quem o faça como se de um simples ritual circadiano inconsciente se tratasse. Agora há que escolher o que é que é a coisa de jeito que se quer criar.
No, coming to a conclusion, it must be that geniuses are the ones that are hard workers; and that have some luck every now and then…

15 de abril de 2005

3 de abril de 2005

Há uma coisa que é chocante na forma como os portugueses vêem o próximo, quando se trata da relação das instituições com os cidadãos. E o mais gritante dos casos vê-se nas obras públicas. Haveria muito por onde pegar, mas só vou falar num dos aspectos: as barreiras arquitectónicas e o egoísmo do espaço público.
Não há muito mais que meia-dúzia de anos Lisboa inaugurou uma série de estações de metro novas. Além disso é feito um grande apelo ao uso de transportes públicos como alternativa aos automóveis. Ora nenhuma (que até agora eu tenha visto) está preparada para ajudar aqueles com dificuldades de movimentação. E não me refiro apenas aos deficientes ou aos que se deslocam e cadeiras de rodas, mas também a idosos, pessoas com compras e outros volumes ou mesmo cadeirinhas de bébés e bicicletas. É que nem todas têm escadas rolantes e poucas são as que têm elevadores. Pior é o caso do Cais do Sodré, que só tem elevador dum dos lados, ou seja, para quem chega! Os que partem têm de descer a escada, os que chegam, podem-se dar ao luxo do subir de elevador. Mas pior, o elevador, só vai até às bilheteiras, não vai até à superfície!
E há algum tempo retiraram as bancadas e sinalizações em braille que (penso) auxiliavam os cegos.
Resumindo, alguém que esteja preso a uma cadeira de rodas, ou que tenha um carrinho de bebé, ou se atira escada abaixo, ou está impossibilitada de usar a rede de metro. E mais uma vez, as estações novas têm menos de dez anos! Se nestas questões simples, não há ninguém capaz de pensar nos outros, como é que se vai arranjar algum sistema social minimamente capaz? E será que ninguém é responsável? Não… claro que não.

3 de abril de 2005

22 de março de 2005

… a caminho de Barcelona!

22 de março de 2005

22 de fevereiro de 2005

Os de cinema. São os piores. São francamente horríveis.
Uma pessoa vê um filme para quê e porquê? Eu gosto mais de um filme porque tem uma fotografia muito bonita, porque tem uma côr agradável, porque revela a natureza humana etc. e tal, ou gosto de um filme que me agrada, que me enriquece, que me diverte?
Sinceramente, penso que os críticos, salvo honrosas excepções são um bando de párias parasitas da sociedade, profundamente desconstrutivos e altamente egocêntricos.
E o pior é ler as críticas depois de já termos os filmes, porque antes ainda somos capazes de dar o benefício da dúvida.

22 de fevereiro de 2005

21 de fevereiro de 2005

Acho que há duas coisas importantes a tirar disto tudo:
1. – Os portugueses, independemente do que mostrou o PS na campanha (que, convenhamos, foi de menos) declarou que quer que alguém mude alguma coisa, a sério e depressa, dispondo-se a dar maioria quase sem saber a quem, nem com que fundamento. A meu ver é um desabafo; o tal cheque em branco foi passado num acto de desespero: na prática foi uma espécie de voto em branco marcado. Paradoxal? Acho que se podia muito bem ter passado o inverso, ou seja, o partido em si, só interessa porque os que lá estavam eram o PSD. E porque foi o PSD que deu cabo de muitas esperanças de rigor e responsabilidade que o dr. Durão Barroso e sua equipa (muito representado na Ministra das Finanças) traziam.
O que foi dito foi: peguem nesta porcaria, e agora não há desculpas.
2. – O dr. Santana Lopes é, como alguns dos seus companheiros de partido disseram, um verdadeiro furacão em campanha. E foi-lo. Nos últimos seis meses protagonizou a campanha mais formidável que eu alguma vez e foi o responsável por muitas vitórias:

    Conseguiu protagonizar a maior retracção de votos na direita alguma vez vista (e que mesmo assim o CDS conseguiu estancar, em parte, do seu lado), fazendo com que a esquerda alcançasse praticamente o domíno de 60% do parlamento.

  • Conseguiu dar a maioria absoluta a um partido que nunca a tinha tido. Pior, a um partido que pouco fez para alcançar o resultado.
  • Conseguiu combater o fenómeno, que há anos se diz que é difícil de evitar que é a abstenção.
  • Conseguiu igualar-se às cartas da agência da Missão Impossível: cumpriu a sua missão e autodestruiu-se.

A bem do país, que o PS governe bem com este parlamento. A bem de todos, que o PSD se organize e crie uma oposição de jeito, como disse Rui Rio. E sem o Santana Lopes, que acho que vai deixar de ter “amigos” no próximo congresso. Vão tirar-lhe o tapete. Mas ele ainda vai cravar os dentes. Pires de Lima?”

21 de fevereiro de 2005

19 de fevereiro de 2005

Finalmente decidi-me em quem votar.
Apesar da minha apetência conhecida e tradicional pelo PS, como já disse, nunca antes votei PS. E isso foi sobretudo pelo facto de que não me agrada votar em quem não gosto pessoalmente por questões de competência, carácter e de historial.
Ora a verdade é que não gosto do eng. José Sócrates e embora seja a favor dum plano tecnológico considero que o que nos foi revelado é muito vago nos aspectos consensuais e não prima pela originalidade. Ora, como sabemos, o governo não é só o eng. José Sócrates, há a sua equipa por trás. Não gosto desta opção. Gosto de saber que vamos ter um líder como deve ser. Mas à falta de melhor…
A questão é que o PSD já mostrou que não tem um líder de jeito e a equipa deixa muito a desejar. Efectivamente o PP demarcou-se da incompetência governativa e a ´apresentação de governo´ santanista, na senda crítica de Guterres, traz Proença de Carvalho e Carlos Pimenta. Durão abandonou-nos. Prometeu uma política séria (que estava a pôr em prática, discorde-se do conteúdo ou não) e foi pouco sério na forma como acabou por nos tratar a todos. Metade do PSD (se não fôr mais) não acredita no projecto actual do seu próprio partido. Isto tudo a juntar à alergia que tenho ao dr. Santana Lopes.
Quanto a votar no CDS. Bem não é a minha côr. Acredito que têm algumas pessoas competentes e gosto de algumas das ideias, foram os que fizeram a melhor campanha, no global. Mas será que há hipótese de o CDS governar com o PS? Seriamente duvido.
Quanto aos restantes de esquerda, CDU e BE. Poderíamos pensar que a tendo a esquerda maioria, mesmo com o PS em maioria relativa, as políticas deste iriam para a frente. Mas eu acho que estes partidos travarão sempre qualquer reforma mais à direita, incluindo a de diminuição do peso do estado. Note-se… eu não sei se o PS fará estas reformas. Eu gostava… (porque ainda há este problema).
Resumindo eu voto PS não por serem os que eu gosto verdadeiramente, mas por duas razões:
– correr com o PSD do dr. Santana Lopes daqui para fora e se possível, com o bónus de poder acabar com a sua carreira política
– porque o PS é o único que tem hipótese de vencer e trazer uma verdadeira estabilidade.
Agora resta que mesmo vencendo com maioria, o PS trabalhe e bem.

19 de fevereiro de 2005

18 de fevereiro de 2005

Administrador Competente

18 de fevereiro de 2005

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