27 de fevereiro de 2004





27 de fevereiro de 2004

21 de fevereiro de 2004

Devido a um maléfico erro, o blog esteve uns dias em baixo.
E agora vai estar uns dias parado… Até ao meu regresso!

21 de fevereiro de 2004

13 de fevereiro de 2004


Yep, isto foi o que eu fiz ontem. Um “L”. Um “L” muito pequenino. Apesar da parte de baixo não ter ficado muito bem, dá claramente para ver a forma. Tem qualquer coisa como 1 micron de comprimento e 600 nanómetros de largura. De espessura tem à volta de 200 nanómetros. Tudo isto com um microscópio de força atómica. Hurray!
Já agora, para quem não tem presente estas coisas, 1 micron é a milionésima parte do metro (1e-6 m) e um nanómetro é a milionésima parte do milímetro (1e-9 m). Um cabelo pode ter espessuras que variam de 15 a 200 microns – dependendo da cor, tipo, idade, etc.
Talvez abra um negócio de tatuagens capilares nanométricas.

13 de fevereiro de 2004

12 de fevereiro de 2004

É capaz de não ser muito politicamente correcto dizer isto mas, salvo em dois casos, não tenho respeito nenhum por quem se suicida.
Nem sequer é por razões religiosas ou desse carisma. Simplesmente não consigo compreender os motivos que levam alguém a acabar com a sua própria vida. Acho que por mais desesperado que estivésse, largava tudo e ia para monge budista no nepal ou pastor na patagónia. E o dinheiro para lá chegar? Ia a pé… não é que tivésse pressa.
Os únicos dois casos que compreendo é: loucura completa, ou aquelas pessoas que dizem que chegaram ao fim dos objectivos a que se propuseram. E é só.
Digam-me se estiver a ser muito intransigente. Às vezes esqueço-me de prever algumas situações.

12 de fevereiro de 2004

6 de fevereiro de 2004

Isto agora vai ser de enchorrada. Muita coisa. Séria e disparatada. Tudo ao molho.
Primeiro quero agradecer, em nome do Ministério do Turismo do Império do Japão, o brilhante serviço que a sra. Sofia Coppolla prestou aos cidadãos do mundo. O Lost in Translation está brilhante. Não por ser grandioso ou majestoso, mas por sermos pequeninos. Não tem sexo. (Ah!… mas, isso é possível?). O filme é chato, porque mostra a vida e a vida é chata. O filme é divertido porque a vida é ridícula. O filme é bestial e grandioso, porque nos faz pequeninos e sózinhos dentro da nossa caixinha que é a vida.
Imaginem que o sr. Gilbert Lewis, inventor (ao que sei) do termo fótão, estava constipada ao ditar à sua secretária a carta em que propôs ao mundo esta designação e (tapem o nariz e digam fótão), a desgraçada senhora, tivésse escrito antes fódão. É claro que a História nunca mais seria a mesma e quase todos os artigos de física seriam um riso descomunal (alguns já são).
Em Lisboa não há nenhuma zona chamada Baixa Chiado. Há a Baixa e há o Chiado! E pronto!
Há quem se arme em pseudo-intelectó-modernista e use muito (e se puder ser em títulos de livros com capas em papel brilhante e com relevos, tanto melhor) a palavra estória, que até dá calafrios, só de escrever. Tínhamos história e História, para quê aquela aberração? Mas porquê? No meu dicionário (sete volumes de 1969 e um suplemento de 1986, da Sociedade de Língua Portuguesa) não está lá nada. Já na Infopédia está isto: história de carácter ficcional ou popular; conto; narração curta (De história, ou do ing. story, «id») . Eu sei que as línguas vivas são dinâmicas, mas isto é uma pura manifestação de mau gosto e pirosismo.
O Diário Digital diz que Portugal é segundo maior consumidor de calmantes da UE. Eu pergunto, quem é que roubou as senhas de racionamento de Valium ao Dias da Cunha.
Tragédias – as tragédias enquanto género dramático são umas farsas. Não que as personagens não morram, mas não é pelas razões que nos fazem querer nas aulas de Português. Elas morrem simplesmente porque ao autor lhe apeteceu chatear-nos. Que pica tinha a história da Helena de Tróia se Páris não morresse? É mais ou menos como o JC. Quem, depois de ouvir a história não ficou chateadissimo com os Judeus e todos os que quiseram soltar Barrabás em vez do próprio Deus?
Eu tinha mais uma data de coisas interessantes para dizer. Mas esqueci-me. Mas eram mesmo importantes.

6 de fevereiro de 2004

4 de fevereiro de 2004

Miguel Marceneiro é um carpinteiro residente no bairro alto. Hoje em dia já não se dedica à sua arte pelo avançado da idade, mas antes a questões filosóficas importantes. Ultimamente tem-se questionado sobre se o Poeta Chiado está bem orientado em cima do seu pedestal numa praça onde tão insignes figuras literárias habitam. É que pode ser devastador para a sua imagem pública, se não estiver bem colocado.

4 de fevereiro de 2004

3 de fevereiro de 2004


Longe vai o tempo em que o funcinário público era uma pessoa reverenciada e respeitada. Longe vai o tempo em que uma carreira de funcionário público não significava apenas uma vida estável e relativamente confortável, mas também um serviço, uma dedicação ao comum. Não faço dos antigos servidores do Estado heróis da causa, mas o sentido de dever, parece-me, que era bastante maior.
E agora? Agora, ser funcionário público é quase motivo de segregação – é sinónimo de pária, parasita e preguiçoso.
Há que acabar com tudo isto. Para bem dos próprios funcionários e para bem de todos nós. Há que perceber que por se servir um empregador que não despede (em princípio!) não é motivo para desleixo, assim como não o é, o facto de se receber menos. Se existem o trabalho e as razões, que se reivindique o que é justo, e não por antiguidade apenas. Há que perceber que servir o Estado é uma contribição para os outros. Há que perceber que quem serve o Estado é contribui para nós todos. Há que perceber que sem um Estado funcional não há país que funcione.

3 de fevereiro de 2004

29 de janeiro de 2004

Neste mundo em que vivemos quase já não há heróis. Quer dizer, há-os, mas não são quem deviam ser. Já não há batalhas que produzam grandes generais, a ciência permite cada vez menos o trabalho individual, os líderes carismáticos são cada vez mais raros. Quem admirar?

Sobre o fenómeno que acompanhou a morte de Miklós Fehér, há uma questão pertinente. Porquê? Como é que tanta gente deixou os seus lares, os seus afazeres, para ir com a família prestar uma última homenagem ao jogador. E porque é que isto não aconteceu com o atleta Carlos Calado que perdeu a família num trágico acidente doméstico, ou às vítimas dos incêndios do verão, ou a qualquer outra pessoa que tenha morrido desta ou doutra maneira?

Bem, há o fenómeno da mediatização. Uma morte em directo é a morte em directo. É chocante. Mas para mim a verdadeira razão não é essa, embora ajude. Para mim, a razão é um pouco de egoísmo. Como? – perguntarão.

Fehér, caso tivesse tido a oportunidade iria provavelmente ter uma carreira mais ou menos boa e aos trinta e tal anos estaria reformado da sua profissão, com muito dinheiro e um resto de vida considerável para o gozar. Tal não aconteceu. Fehér era a projecção que muitos tinham daquilo que queriam ser: era um rapaz bonito, alto, loiro, com uma carreira promissora, numa profissão de sonho. Era tudo aquilo que nós consciente ou inconscientemente gostariamos de ser ou de ter como amigo, ou familiar. Assim a morte de Fehér foi a morte duma parte de nós, duma parte da família, dum sonho. E é por isso que as pessoas reagiram como reagiram.

É assim que também explico a reacção do 11 de Setembro – à parte de toda a cobertura mediática, aquelas pessoas que vimos morrer eram civis, tal como nós, e que viviam numa cidade de sonho, tinham família, tinham boas carreiras, trabalhavam num lugar bestial, era manhã de um dia solarengo.

Os milhares de Bam eram provavelmente quase todos pobres, viviam longe do centro do mundo, num sítio poeirento. As criancinhas esfomeadas em África, coitadas, mas sorte a minha de não ter nascido lá.

É por isso que as pessoas reagiram como reagiram. Não penso que seja hipocrisia, é meramente uma reacção à perda de algo que sempre consideraram ser deles. Os seus sonhos, os seus heróis.

Eu também fui dizer adeus a Fehér.
Mas tenho ainda mais umas razões, além desta, que um dia explicarei.

29 de janeiro de 2004

26 de janeiro de 2004

197 minutos. Viver a guerra, perder as senhas de racionamento e sobreviver, viver sem pai, enterrar os mortos.
A maioria não sabe o que tem. Pior, não sabe aquilo que pode perder. Parece cliché, mas é verdade. Já ninguém se lembra dos que lutaram para nos dar a liberdade, para nos dar condições. São poucos os que honram essas pessoas, são poucos os que se apercebem. É pena termos de ter que passar por situações de privação para podermos dar crédito aos que já cá não estão, àquilo que desperdiçámos.
Não é preciso travar-mos guerras para sermos heróis. Basta trazer um sorriso.
Eu só tenho que agradecer. Sei que estarás sempre bem. Boa sorte para os que ficarem.

26 de janeiro de 2004

22 de janeiro de 2004

Если я это сделаю – alguém consegue ver o que aqui está ao lado?

22 de janeiro de 2004

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